terça-feira, outubro 28, 2008

As eleições e o Marketing Político


Imagem é tudo quando se fala em política atualmente. Durante as campanhas eleitorais podemos notar como os candidatos e partidos estão cada vez preocupados em expor suas propostas de uma maneira mais dinâmica e agradável para a sociedade. O uso do rádio, televisão e outras diversas formas de mídia tem contribuído cada vez mais para que o eleitor decida em quem vai votar.
Acredito que todo mundo lembra de pelo menos três músicas "jingles" da última campanha. Isso é a prova de que é impossível pensar política atualmente sem deixar o marketing de lado. Construir uma imagem a curto, médio ou longo prazo é o objetivo de qualquer pessoa que pretende entrar ou mesmo se manter na vida pública.
O marketing político teve como grande marco no Brasil a eleição de Lula em 2002. O trabalho realizado pelo marqueteiro Duda Mendonça naquela ocasião possibilitou o surgimento de um "novo LuLa", muito mais agradável ao interesse público e com idéias trazidas de uma forma mais clara durante os debates e programas eleitorais.
Temos que entender o marketing político como uma ferramenta importante para que possamos conhecer as reais propostas dos candidatos e a partir daí poder cobrar e acompanhar de forma mais clara tudo que foi discutido antes de irmos às urnas.
Milhões de reais são gastos atualmente em propagandas e ações em comunicação. Como cidadãos temos que entender esse novo momento como uma evolução do processo político e como uma oportunidade de entermos melhor as plataformas eleitorais dos candidatos.
Não podemos é perder o bom senso e nos deixar levar pelos discursos e imagens criados. O voto está muito além disso e a decisão final depende do fator preparação.
Temos dois anos até a próxima eleição e a hora de começarmos a pensar nela é agora.
Até mais

quinta-feira, outubro 23, 2008

"Imprensa" que sai sangue!


Assim como grande parte dos brasileiros, acompanhei o sequestro que ocorreu em São Paulo na semana passada. Como jornalista, tenho uma visão diferenciada e foi justamente esse modo diferenciado de analisar o fato que me deixou triste e decepcionado.
O drama que envolveu as meninas Eloá e Nayara, além do ex-namorado de Eloá, Lindemberg, parou o Brasil. A qualquer horário que eu entrava na internet ou ligava a televisão havia alguma novidade sobre esse fato. Os programas de variedades e os telejornais fizeram uma verdadeira corrida pela audiência que influenciou diretamente no desfecho trágico que o fato teve.
Fique abismado quando soube que apresentadores ligaram pro sequestrador e tentaram estabelecer comunicação com ele. Foi criado um espetáculo buscando Ibope. Talvez a história pudesse ter um final diferente se houvesse um maior distanciamento e bom senso por parte dos meios de comunicação.
Essa necessidade de informar a qualquer custo transformou o fato em uma "novela" pela qual esperávamos um final feliz, mas que infelizmente culminou com a morte da garota Eloá. O velório virou um grande evento e me chocou ver pessoas tirando fotos do corpo da menina. A mídia transformou os protagonistas do sequestro em personagens. Tenho certeza de que esse também foi um fator que mexeu muito na cabeça de Lindemberg.
Sei que todos nós estamos meio que saturados desse assunto, mas eu precisava desabafar o meu sentimento de vergonha de ser jornalista neste momento.
Até mais!

quarta-feira, outubro 22, 2008

Feliz 2008?

Depois de mais de um ano resolvi voltar a escrever no meu blog. Terminada a correria de monografia e juntanto isso à vontade de estar sempre expondo minhas idéias, decidi me dedicar novamente a escrever sobre política e cidadania.
Aproveitei pra dar uma reformulada na cara do blog e deixá-lo mais bonito. Espero contar com as visitas e principalmente com as opiniões daqui pra frente. Um forte abraço a todos e vamos levar o POLITINIA à frente!
Até mais!

quarta-feira, setembro 12, 2007

Público ou Estatal?


É extremamente importante ter em mente a diferenciação entre o que é comunicação pública e o que a diferencia do processo comunicativo estatal. As peculiaridades perpassam o contexto administrativo de cada uma e chegam ao nível das intencionalidades que elas possuem e o direcionamento dado com relação ao que se aborda e como esse processo se dá.
A comunicação estatal surge como uma importante ferramenta de aproximação do Estado com a população, tratando das ações realizadas e de assuntos de utilidade pública. Esse viés comunicacional não pode ser considerado propaganda, visto que o Estado necessita estar na esfera pública, a fim de manter uma imagem de transparência diante da sociedade e também tem a demanda de prestar contas sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido. A estatização da comunicação é muitas vezes vista como uma tentativa de manipular informações, tendo em vista que através dos seus próprios veículos de comunicação, os poderes públicos tem em suas mãos a capacidade de propor enquadramentos e direcionamentos às notícias, que as tornam, em certa medida, tendenciosas.
Por outro lado, a comunicação estatal, tendo o jornalismo corporativo como um agente importante para sua consolidação, passa a servir como uma fonte de informação para os meios de comunicação convencionais, haja visto a Agência Brasil, que diariamente fornece sugestões de pautas e suportes para o trabalho jornalístico para diversas formas de mídia . Um fator que também ajuda a diferenciar a comunicação estatal da convencional é o fato de que ela não se mantém com verbas de publicidade, tornando-a mais “independente” e livre da concorrência que cerca os mass media atualmente.
A independência com relação às abordagens dos assuntos de interesses públicos inexiste devido ao fato de que a comunicação estatal está intrinsecamente ligada ao que o estado considera como importante para estar na agenda de discussão da sociedade. Apesar de ter surgido como um mecanismo que levasse transparência na cobertura jornalística, por não precisar competir com a mídia tradicional nas estratégias de marketing e de captação de audiência, a comunicação estatal ainda se localiza em um contexto fortemente corporativo que a torna vulnerável aos interesses do Estado, em detrimento a uma comunicação de interação com a sociedade e de formação da cidadania.
Essa possibilidade de estabelecimento de uma comunicação que atenda diretamente aos interesses da sociedade está ligado ao que hoje vem sendo debatido como comunicação pública. Diferentemente da comunicação estatal, controlada pelo Estado e pronta para atender às suas expectativas, a comunicação pública surge com o ideal de ser controlada pela sociedade, a fim de produzir conteúdos que estejam conectados ao processo de formação da sociedade civil dentro de uma sociedade democrática. Essa diferenciação sobre quem dirige os meios de comunicação estatal e público é o ponto de partida para melhor entendermos essa discussão.
A comunicação pública tem na sua essência a necessidade de propor uma programação e uma abordagem dos assuntos que se diferencie da postura adotada pela mídia tradicional. Nesse contexto, divergindo da comunicação estatal, passa a haver uma competição qualificada com as empresas privadas, a fim de atrair audiência e, por conseguinte, lucro. A diferença básica que vai existir nesse âmbito de mercado é que o gerenciamento dos sistemas públicos de comunicação está nas mãos da sociedade.
O conceito de comunicação pública já traz consigo o pressuposto de uma participação popular, a fim de desconstruir o caráter opressivo que a mídia tradicional oferecendo, passando a propor uma maior interação com relação à sociedade, sendo esta constantemente abastecida por informações e temáticas do seu interesse. O que a comunicação pública combate é justamente a ilusão de que os meios de comunicação privados exercem um papel de fomentadores de discussões e tratam do interesse público, oferecendo uma pluralidade nas informações e estabelecendo uma interação com o público.
É importante que haja a consciência de que não existe um maniqueísmo quando se trata em diferenciar a comunicação pública e a privada. Ambas são importantes para a consolidação da democracia. A estatal na medida em que busca uma maior aproximação do Estado com a esfera pública, e a comunicação pública por inserir o cidadão como agente transformador da realidade através da mídia.

sábado, julho 14, 2007

GREVE!!!!!!

Sei que abandonei o blog, mas voltarei a utilizá-lo como uma ferramenta de exposição das minhas idéias durante a minha monografia, a qual começa a ser feita em agosto. Prometo voltar com força total, trazendo reflexões importantes e me aprimorando cada vez mais. Um grande abraço!

sábado, abril 28, 2007

Meu barbeiro

A ante-sala da sua casa é o seu ponto de trabalho. É lá que Carlinhos recebe seus clientes diariamente. Por ter um bom movimento, o lugar hoje já possui um ventilador pra aliviar o calor, uma poltrona mais confortável para quem está sob os seus cuidados, espelhos grandes, cadeiras brancas de plástico para os que esperam a sua vez e uma televisão que funciona em tempos de copa de mundo ou quando há jogos da seleção.
Quando começo a sentir dores de cabeça, sei que devo fazer a minha visita mensal a Carlinhos (refiro-me a ele dessa forma porque até hoje nunca perguntei seu nome completo). Esse alagoano veio pra Bahia há cerca de 10 anos e logo trouxe muitas pessoas pra perto dele, por causa do seu bom humor e pela qualidade do seu trabalho. Depois de alguns minutos com a máquina, outros com a tesoura e a navalha ele sempre diz: “Tá mais novo, meu patrão”.
Ouço essa frase desde 2000, ano em que comecei a cortar cabelo com Carlinhos, mesmo quando ele ainda prestava serviço no salão de outra pessoa. A coisa foi melhorando e assim que alugou uma casa um pouco maior, ele logo criou seu ponto, desbancando seu antigo patrão. A simpatia e o modo simples de tratar todas as pessoas, faz com que esse alagoano cative amigos, como eu me considero hoje.
Carlinhos acompanha minha vida desde o tempo em que eu estava no ginásio. Sempre soube das minhas paqueras, dos meus projetos com a música e sentiu minha falta por um mês, quando passei no vestibular e meus amigos rasparam na escola mesmo a minha cabeça. Depois disso, passamos a sempre trocar muitas figurinhas, eu falando de faculdade e trabalho, enquanto ele me fala das suas lembranças de Alagoas, principalmente do tempo em que ele era solteiro.
Por falar nisso, acompanho o crescimento do seu casal de filhos, duas crianças muito simpáticas, que volta e meia abrem a porta da sala da casa que dá pro salão e saem correndo em direção à rua. Sua esposa também é uma pessoa muito doce. Pude conhecê-los melhor porque certa vez, depois de ter terminado o corte, ele me chamou pra mostrar seu violão e em outra oportunidade fui encarregado de consertar um computador recém-comprado, missão esta em que não obtive êxito.
Pessoas simples e de bom coração como Carlinhos estão espalhadas pelo Brasil. Infelizmente, todos nós ficamos tristes ao ver juízes e desembargadores envolvidos em esquemas de vendas de sentenças judiciais, como vem ocorrendo. Por mais que a Polícia Federal investigue e queria denunciar essas práticas, sabemos que nada acontecerá a esses contraventores, como ocorreu com a história do “mensalão”, em 2005. Apesar de toda essa podridão que impera na história do nosso país, sempre favorecendo quem tem o poder nas maãos, temos que acreditar nas pessoas que constroem de verdade o Brasil. Meu barbeiro me dá uma aula de honestidade e de como vencer na vida sendo simples e justo.

sábado, abril 07, 2007

Líderes com causas

Em uma noite de sexta-feira da paixão, data cristã em que se reflete sobre a morte de Jesus, me ocorreu algo de muito interessante. Fiquei revezando os canais de televisão assistindo a história do filho de Deus em uma emissora, enquanto também acompanhava a trajetória do mais importante líder brasileiro da atualidade, Chico Mendes, que era mostrada em outra emissora.
Apesar de estarem em contextos históricos diferentes, consegui notar algo de muito parecido entre Jesus e Chico em meio às mudanças de canais. Ambos vieram de famílias humildes e procuraram através de uma forma simples, lutar pela libertação do seu povo. No caso de Jesus, dos romanos que dominavam Israel. Chico lutava contra os fazendeiros, que eram contra a criação de uma área de extrativismo sustentável e não se importavam com a preservação da floresta.
A idéia de escrever sobre esses dois líderes, cada um do seu tempo (embora acredito que seus ideais são eternos), é de justamente questionar a nossa condição atual. Vivemos em meio a um tempo de extremo desinteresse pelas questões políticas e sociais do nosso país. Achamos que o Brasil não tem jeito e cruzamos os nossos braços diante disso.
Jesus e Chico também viviam em contextos de extrema repressão e desigualdades. Eles buscaram através do diálogo, sem tocar em armas, levar mensagens de solidariedade e de amor para todos. Precisamos fazer a nossa “revolução” diária nos comprometendo com as causas que afligem a nossa sociedade. Pensar que somos responsáveis pelo futuro do nosso país é um bom começo.
Sei que líderes como Jesus Cristo, Chico Mendes, Che Guevara, Mandela, Gandhy, dentre outros, surgem em contextos sócio-históricos bastante específicos. Não quero que de um dia para o outro passemos a mobilizar pessoas em torno das causas que queremos. Temos sim que pensar que somos donos do nosso destino e que a apatia é um produto da alienação que sofremos.
A morte desses líderes nos faz pensar o quanto somos indiferentes e deixamos de somar e de fazer coisas interessantes. Precisamos refletir sobre o quanto temos que ser questionadores, informados e conscientes sobre o mundo que nos cerca. Jesus morreu para dar o exemplo de que o amor está acima de tudo e Chico preferiu não fugir dos jagunços e deixar os seringais nas mãos de quem não se importava com a floresta. Ambos sabiam que iriam morrer por causa dos seus ideais, mas jamais desistiram. Precisamos pensar sobre quem somos e o que podemos fazer pra sermos menos inertes e incapazes de atuar em alguma mudança. Essa sexta-feira santa ficará na história.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Crescimento e conscientização


A série de medidas que o governo Lula anunciou para acelerar o processo de crescimento do país é realmente a melhor notícia pra começarmos o ano. Retomar o blog discutindo um projeto como esse só motiva e dá esperança em fazermos um trabalho melhor, com a certeza de que o nosso país está no caminho correto.
O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) traz medidas que certamente irão mexer e motivar a economia do Brasil. Uma dessas medidas, algo que deu certo no crescimento e desenvolvimento de muitos países, é o investimento em infra-estrutura. Isso siginifica a construção de estradas, estações de geração de energia, dentre outras variantes. Além de gerar empregos, essas obras ainda preparam o país para um futuro melhor.
Outro ponto a ser destacado é a redução de impostos para que novos empresários possam investir e os que já estão no mercado também se sintam motivados a injetar dinheiro na economia. Esse é talvez o ponto que gere mais discussões, mas certamente estamos falando de um bom começo.
O que importa é que estamos no começo de uma era que pode mudar o rumo do nosso país. Mais uma vez peço a todos vocês que acompanhem o que os políticos que nós elegemos estão fazendo. Vamos ler, nos informar e cobrar, porque assim como o Brasil tem a necessidade de crescer economicamente, nós cidadãos temos o dever de crescer com o nosso nível de conscientização.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Viva a democracia!


Mais uma vez a democracia nos mostra o quanto o poder do voto poder sanar as nossas insatisfações. Aqui no Brasil e principalmente na Bahia tivemos uma mudança significante nessa última eleição. Agora o cenário se repete nos Estados Unidos, onde a câmara e o senado já possuem maioria democrata, partido de oposição ao republicano de George Bush.
Certamente o povo americano não está sartisfeito com a política anti-terrorista de Bush. A guerra do Iraque, que não repercutiu em nada de concreto, também desponta como um dos fatores que vêm enfraquecendo a maioria republicana que já durava mais de 10 anos. O presidente já sente o impacto dessa mudança e começa a mudar sua tática em relação à invasão iraquiana.
O poder de representação que tanto o senado como a câmara possuem é algo a se pensar a partir de agora. São esses políticos recém-eleitos que irão pressionar a atual política desenvolvida nos EUA. Eles também serão decisivos para a próxima eleição presidencial, que ocorrerá daqui a dois anos. Vamos aguardar e torcer para que o mundo consiga cada vez mais aliar a democracia à conscientização da sociedade.

terça-feira, outubro 31, 2006

Esperança renovada


Depois de sucessivos escândalos enfretados no seu governo, muita gente achou que o presidente Lula fosse obter um resultado pouco siginificativo nas urnas. Engano. O candidato do PT conseguiu um recorde de votos, 58 milhões, em todo país. Isso é um reflexo das políticas sociais e da estabilidade econômica que o Brasil vem conseguindo adquirir.
Todos nós sabemos que muito ainda precisa ser feito. O investimento massivo em educação e em infra-estrutura seriam dois passos importantes para impulsionar o desenvolvimento e o crescimento econômico do nosso país. É fundamental que haja vontade política nestes 4 anos que virão a fim de que possamos obter as reformas tributárias e políticas, fundamentais para incentivar o país a crescer e o governo a ser mais transparente.
O que não podemos é ficar só criticando o que precisa melhorar. Todos os políticos são nossos representantes. Sendo assim, é nosso dever acompanhar o que vem sendo feito e discutido e cobrar a quem devemos. Sempre renovamos a nossa esperança de que as coisas vão melhorar com as eleições e isso não pode mudar.
Enquanto cidadãos, devemos torcer para que as desigualdes sócio-econômicas sejam atenuadas e que possamos entrar em um caminho de desenvolvimento, livre de corrupções e focado no trabalho. Lula, os deputados e os senadores têm esse poder. Agora é torcer e torcer!

segunda-feira, outubro 02, 2006

Tempo de Mudanças



Depois de 16 anos consecutivos do "Carlismo" na Bahia, estamos prestes a viver algo diferente. Com a surpreendente eleição no 1º turno de Jaques Wagner, abre-se a possibilidade de um governo voltado ao interesse da população como um todo. Não quero fazer previsões, mas é isso o que esperamos.
Apesar da imagem do PT ter sido abalada com todos os escândalos do primeiro governo de Lula, o povo baiano resolveu apostar na ineficiência do atual grupo político do PFL. Em uma era política com fortes traços coronelista e elitista, devido à esse fato, a população da Bahia resolveu votar diferente, esperando que as mudanças e a vontade política para melhorar a nossa realidade possam acontecer.

sexta-feira, setembro 29, 2006

À beira das eleições!

Acho que não é redudante repetir a importância desse momento para cada um de nós brasileiros. Apesar dos mensaleiros, sanguessugas e desse duvidoso dossiê que vêm marcando o noticiário e o cotidiano da política atual, as eleições sempre despontam como momentos de esperança de que muita coisa pode ser diferente.
Precisamos ter o discernimento de compreender que uma renovação política é extremamente importante. O poder legislativo é o maior exemplo de ineficiência da nossa democracia. Enquanto mantivermos essas pessoas que não trabalham para atender aos interesses da população, usando a política para os seus auto-beneficiamentos, não poderemos pensar em uma realidade melhor.
Como este humilde blog fala sobre política e cidadania, as eleições se configuram como o auge dentro dessa temática. Vamos utilizar o nosso voto pra fazer a diferença, lembrando de quem realmente pretende fazer algo de diferente pelo país.
Enquanto aos candidatos do poder executivo(governadores e presidente),creio que devem ser compreendidos pelas suas principais propostas e metas. Sei que a campanha eleitoral muitas vezes é vazia, ficando apenas no discurso superficial, sem demonstrar propostas políticas sólidas, mas mesmo assim temos que ir às urnas com o pensamento crítico e poisitivo de que a cada dia, sem depender dos políticos, nós como sociedade também temos a missão de contribuir para a existência de um Brasil melhor.

quarta-feira, setembro 13, 2006

NoViDaDeS!!!!!!!!!

Ter ido à Brasília foi muito pra mim. Me senti mas disposto em seguir nesta empreitada e em aprofundar meus estudos sobre política. Visitar os lugares onde supostamente deveriam ser tomadas as decisões que mudariam o nosso país me fez acreditar que muita coisa pode ser diferente.
Irei empreender algumas análises sobre esta viagem que realmente marcou a minha vida. Quero mais do que nunca mergulhar nesta temática, pois nunca irei deixar que a consciêntização sobre a política é a maneira mais consistente para vivermos em um país mais igual.

terça-feira, agosto 22, 2006

Digitalizando e alienando!

Este é um assunto de muita importância para nós. Sei que a grande maioria dos jovens não gosta de acompanhar o noticiário, mas esse é um grande erro que temos que mudar. Certamente todo mundo acompanha algum programa na televisão, não é? Você já deve ter percebido que a qualidade das informações e dos programas vem caindo por causa da constante busca pela audiência e pelo lucro.
Quem perde com isso somos nós, pois deixamos de receber informações de qualidade, algo que é dever de todos os meios de comunicação, pois eles só funcionam com concessões, que são autorizações cedidas pelo governo para que possam operar e informar a sociedade. A chegada da TV digital, pelo padrão europeu, teria a capacidade de oferecer uma maior quantidade de canais para a população. Isso seria muito importante no sentido de que poderia melhorar a qualidade da programação que a grande maioria da população tem acesso atualmente.
O atual governo preferiu adotar o padrão japonês, que trará uma significativa mudança na qualidade da imagem, mas fornecerá a mesma quantidade de canais que temos acesso hoje em dia. Esse modelo de TV digital só favoreceu as pessoas que já manipulam os meios de comunicação e que de certo continuarão entretendo as pessoas de forma superficial, ao invés de informá-las e tornar o nosso país um pouco mais inteligente e crítico.

quarta-feira, agosto 16, 2006

Eu voltei....agora pra ficar!

Depois de quase dois meses longe dos posts, resolvi voltar. Mas não pretendo com isso fazer o mesmo que vinha desenvolvendo. Quero ser melhor. Estou começando a me aprofundar na temática do blog e usarei este espaço como um contínuo espaço de exposição de opiniões e principalmente de dúvidas. Não quero dizer como irei abordar os temas atuais daqui pra frente, pois nem eu mesmo sei os caminhos que seguirei em cada tema. Esta é certamente a hora certa para meu amadurecimento.

terça-feira, junho 13, 2006

Quase de Luto!

Rodrigo Marques

Estou em dúvida sobre o futuro desse blog. Pesquisas apontam que a cada segundo é criado um novo blog ou fotolog. Não sei até quando terei ânimo pra continuar empreendendo essa jornada sobre a Política e a Cidadania. Digo isso porque não tenho sido muito recompensado por esse trabalho até agora. A partir de Julho, darei uma repensada nesse formato atual e farei uma divulgação no orkut. Talvez isso possa atrair mais atenção para este trabalho que venho fazendo com empenho, carinho e principalmente responsabilidade. Estou quase decretando luto.

sexta-feira, junho 02, 2006

Opinião Não-Pública


Rodrigo Marques

O título desse post é uma definição dada por Jürgen Habermas, que considera os meios de comunicação como mecanismos que infleunciam a população a pensar de uma determinada forma, em consequência de um processo manipulativo. O jogo de interesses que se interpõe nesse contexto é fundamantal para que nós possamos entender que muitas vezes nos deixamos levar pelo discurso da mídia.
Talvez esse papo possa estar um pouco chato, mas em um país no qual a grande minoria tem uma consciência política, ela se torna fundamantal. Procurar intervir como cidadãos, se informando e cobrando dos nossos representantes é mais que um dever. Continuo batendo nessa mesma tecla, pois me preocupo com o futuro, que desde já construímos.

quinta-feira, maio 25, 2006

HEXAGERO!!!!!!!!!



Rodrigo Marques

Esse sentimento de nação que nos cerca pouco antes da copa do mundo é muito interessante. Já podemos ver o verde e o amarelo circulando pelas ruas em camisas acessórios, bandeiras e por aí vai... Entendo que o futebol é parte integrate da nossa cultura, mas vamos com calma! Estamos em um ano importantíssimo para o nosso país, no qual decidiremos o seu futuro político. Depois de tantas denúncias de mensalão, de astronauta que quer recuperar a imagem do governo, das rebeliões de São Paulo, dentre outros acontecimentos, devemos refletir sobre a urgência que a população deve ter em relação a um posicionamento crítico diante tudo isso.
Acompanhar o que vem sendo divulgado na mídia, buscando o máximo possível de informações é o primeiro passo, avaliar quem esteve envolvidos em escâncalos também deve ser levado em consideração.
Sempre trago essa discussão para o blog, por acreditar que o voto é o principal mecanismo para o exercício da CIDADANIA. A política, apesar de tudo que vemos, ainda é a nossa esperança para uma realidade mais justa. Torcer pelo Brasil é bom, mais temos que ir além do grito de gol.

segunda-feira, maio 22, 2006

Sim. E daí?



Rodrigo Marques

Hoje só queria deixar um simples desabafo. Estou muito chateado em relação a como a mídia vem tratando da questão da violência em São Paulo, vinculando às rebeliões que aconteceram na semana passada e retrasada, junto com a morte de muitos policiais e atentados à delegacias.
Sei que esse é um tema de extrema relevância e por isso mesmo, creio que a cobertura jornalística deveria ser feita de uma forma melhor. Mais que reportagens sensacionalistas abordando as pessoas que tiveram algum tipo de envolvimento com as rebeliões, sempre feitas de forma sensacionalista, acredito que é muito mais importante discutir a razão de tudo isso existir.
É triste ver que o jornalismo, que tem na sua essência a necessidade de trazer dicussões para o público, acaba se rendendo à lógica mercadológica da audiência e dos anunciantes.
Como estudante de jornalismo me sinto envergonhado e como cidadão, pouco informado.

quarta-feira, abril 26, 2006

Nosso Héroi? Lá ele!



Rodrigo Marques

Fico admirado como em anos eleitorais as coisas passam a acontecer. Aquelas propogandas de programas sociais, que sempre mostram famílias sorrindo e satisfeitas; o empenho em mostrar sempre as imagens de atuação dos políticos, principalmente na Câmara do Deputados e a famosíssima operação tapa-buracos, que com essas chuvas, já foi pro espaço.
Falando em ir pro espaço, é justamente esse tema que quero abordar hoje e que servirá como referencial para uma posterior confecção de um artigo. Creio que já estamos de saco cheio de ver e ouvir falar sobre Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro. Nada contra a sua pessoa, ou à façanha conseguida por ele, mas acredito que o espetáculo midiático, instigado pelas assessorias de imprensa do governo federal, tem trazido uma idéia de heroísmo, cheia de segundas intenções.
É muito conveniente dar uma amplitude para um fato como esse logo em ano de eleições. Pontes tem sido usado, ou talvez esteja até gostando de pousar como um sujeito simples que conseguiu ver a terra lá de cima. De fato é, mas a jogada midiática feita a partir disso que acaba dando proporções exageradas na agenda dos meios de comunicação. Construir um herói é muito conveniente para passar uma imagem de um governo que vem dando certo e que estamos em "Um país de todos".