sábado, julho 25, 2009

Uma manobra de consciência


Hoje me deu vontade de falar de um assunto que me incomoda muito, mas que nunca foi tema de nenhum post aqui no Politinia: O trânsito. Todo mundo sabe dos altos índices de acidentes provocados pela irresponsabilidade de muitos motoristas, pela péssima condição que as estradas brasileiras se encontram, dentre outros motivos. O que gostaria de expor nesse momento é uma outra sensação que tenho tido de uma maneira muito forte sempre que estou ao volante.
Noto há um certo tempo como as pessoas transferem a individualidade, a falta de respeito e compaixão quando estão transitando em seus veículos. O desrespeito às leis de trânsito não é fruto do desconhecimento da legislação, mas sim da necessidade que as pessoas de uma maneira geral, hoje em dia, de passar por cima dos direitos dos outros em nome dos seus próprios interesses.
Criticamos tanto a falta de ética dos políticos, mas esquecemos de exercer pequenas atitudes que podem contribuir de forma significativa para a preservação de muitas vidas. Precisamos aprender de fato aquela máxima que diz: " O seu direito acaba onde começa o do outro" e o trânsito é um primeiro passo nesse sentido.
A indústria de multas, a lei seca, os buracos, as ultrapassagens perigosas, os assaltos, as campanhas de conscientização e outros ingredientes fazem parte do cenário atual do trânsito brasileiro. A prova maior de que estamos em um momento desvirtuado no que se refere à necessidade de respeitarmos certos parâmetros é o argumento de que o cidadão tem que "sentir no bolso pra aprender".
Há dois anos fui vítima de um grave adidente, causado por um bêbado descontrolado que vinha na contramão. De lá pra cá pude entender e notar de uma forma mais clara esse descaso e como a falta de amor ao próximo é refletida em todos os âmbitos da sociedade hoje. A necessidade de sempre passar por cima do outro, a pressa, a desumanidade montam esse triste mosaico.
Acredito que mudar essa situação vai muito além de simplesmente obedecer ao código de trânsito. É preciso uma mudança de dentro pra fora. Uma faxina nas atitudes egoístas e impensadas que colocam a vida de muitas pessoas em risco. Todos estamos expostos e vale a pensar nisso. Hoje o trânsito reflete o que somos e confesso que essa imagem não é das melhores.
Até mais!

terça-feira, julho 21, 2009

"Devolva meu escudo protetor!!!"


Sempre sou um cara otimista. Adoro enxergar possibilidades positivas mesmo quando todos temem algo que está acontecendo ou prestes a acontecer. Um dos motivos que me levaram a voltar a postar textos no meu blog foi justamente um assunto que tem tirado os cabelos de muitos jornalistas por aí: a não obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.
A impressão que tenho, desde os tempos da faculdade, é que as pessoas têm no diploma uma espécie de "escudo protetor", que os torna superiores e diferenciados diante dos demais mortais. Cansei de ouvir colegas de sala dizendo: "Não aguento mais ficar aqui. Só estou nessa porque preciso do diploma". Confesso que esses depoimentos me assustavam e eu não sabia o por quê, mas agora já sei.
Não entendi muito o frisson que os jornalistas fizeram diante da decisão do STF sobre o diploma. Até parece que o mercado está aberto e pronto pra acolher somente os advindos das faculdades. A realidade é completamente outra. O que vem prevalecendo são as indicações, e não o talento de quem, como eu, levou à sério os anos acadêmicos e se empenhou em discutir, questionar e aprender de verdade. Além disso, é perfeitamente visível a quantidade de pessoas sem o diploma em jornalismo que tem exercido a função na mídia. Será que ficamos cegos diante disso? Tenho certeza que não.
O que vem acontecendo na verdade é uma discussão vazia de quem, ao invés de procurar se qualificar e investir em um trabalho de qualidade, preferem, ou mesmo estão submetidos às regras de um jornalismo do "espreme que sai sangue", preocupado apenas com o número de mortos do fim de semana e das desgraças do cotidiano.
Precisamos lutar por um jornalismo de verdade e agora é o momento para isso. Tendo em vista que todos somos "iguais" a partir de agora, como um otimista, quero acreditar que esta é a hora de esquecer o "escudo protetor" e investir no desenvolvimento e aprimoramento pessoal.
O mercado não se abrirá totalmente às pessoas sem uma formação técnica, que é grande parte do aprendizado que se tem nas faculdades atualmente. Isto será um diferencial, mas creio que o potencial e a capacidade de estar sempre se atualizando e buscando novas fontes de conhecimento, investindo principalmente no âmbito acadêmico, será o melhor caminho para sairmos da mediocridade que domina grande parte dos profissionais que aí estão.
Esse era um desabafo que tinha a fazer. Sinceramente, torço para que os jornalistas que aí estão consigam enxergar a realidade na sua amplitude e saiam do pensamento limitado de que o diploma é a salvação para o futuro da profissão.
Até mais!

quinta-feira, julho 16, 2009

QUER UM PEDAÇO?



Todos nós cidadãos temos o direito à informação. Isso todo mundo sabe. Para mim, isso é um dever e muitas vezes ler certas notícias são frustantes, principalmete sobre alguns temas relacionados à política brasileira.
Já perdi as contas das CPIs instaladas, das investigações realizadas pela Polícia Federal e das inúmeras denúncias, que depois de ganharem uma notoriedade na opinião pública, "acabaram em pizza", ou seja, não deram em nada.
Isso é o que torna o brasileiro descrente da política e do seu poder de transformação. Há momentos em que prefiro ler sobre esporte, cultura, dentre outros assuntos, pois passo a ter a sensação de que a leitura sobre a infinita crise política que atravessamos seria uma perda de tempo.
As manobras que os grandes caciques da política e seus apadrinhados sempre dão para se manter no poder e os intermináveis recursos e desinteresse da justiça contra contribuem para fortalecer o cenário de descrença e podridão da política no Brasil.
Não consigo enxergar um caminho para a reversão desse quadro por enquanto. Meus futuros posts e a participação de vocês nos comentários contribuirão para uma discussão acerca de um assunto tão importante, que é a política e a interferência desta no nosso cotidiano.
Por enquanto só nos resta assistir o circo de horrores e a cara de pau dos nossos "representantes"! Até mais e...VAI UMA PIZZA?

quarta-feira, julho 15, 2009

Sacudindo a poeira e dando a volta por cima!

Estou feliz por ter voltado ao meu querido Politinia. 2009 está sendo um ano muito conturbado, cheio de surpresas, alegrias, decepções e esperança para mim. Como jornalista, sempre escrevi sob pressão, mesmo quando a inspiração acenava bem distante para mim como que dizendo: "Agora não! Me inclua fora dessa!rsrs"
Mas escrever em um blog é diferente. Exige muito mais que inspiração. É preciso uma verdade absoluta vindo de si. Ao longo desses anos (até parece que a minha carreira é longa) sempre tive aqui um espaço para debater política, cidadania e falar das minhas aventuras e desventuras pelo jornalismo.
Estou no começo da minha carreira e os percalços que encontramos muitas vezes nos desanimam. Mas desistir é uma palavra que não está no meu vocabulário. Escolhi o jornalismo aos 13 anos de idade, mesmo sem saber da sua dimensão, mas com a certeza de que o dom de me comunicar poderia ajudar a melhorar a vida de muitas pessoas.
Um novo momento se inicia para mim. E o Politinia, meu bom e velho companheiro, estará comigo nessa nova jornada.
Conto com vocês e até mais!

sexta-feira, dezembro 26, 2008

2008 razões pra seguir em frente!

Foi muito bom poder ter voltado ao Politinia. Apesar de não manter uma frequência nas atualizações, tenho colocado nos textos os temas que mais me despertam interesse ou mesmo insatisfação. 2009 será muito melhor e espero que todos vocês continuem acompanhando o meu querido blog.
Boas festas e até mais!

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Preconceito sem máscaras

É preciso desmascarar o preconceito. Apesar de vivermos em uma sociedade democrática, onde todos têm os mesmos direitos e deveres, nos tornando iguais diante da lei, infelizmente muito ainda precisa ser feito para que haja uma mudança de atitude de uma maneira geral.
O Brasil tem como parte da sua história a diversidade de etnias. Brancos, negros e índios formam a base étnica do nosso país e no decorrer do tempo houve uma grande mistura dessas matrizes. Essa heterogeneidade do povo brasileiro é clara, porém o preconceito ainda persiste a fazer parte do nosso cotidiano.
Atualmente temos visto a falta de respeito com os povos indígenas com relação à disputa territorial. As políticas públicas que vêm sendo feitas para a proteção dos índios, tendo a Funai como principal entidade, pouco tem feito para garantir os direitos dos primeiros cidadãos brasileiros.
Outra grande expressão do preconceito está ligada aos negros. O mercado de trabalho e os meios de comunicação são espelhos claros dessa discriminação. Hoje em dia é muito mais difícil para um negro conseguir uma boa oportunidade de emprego ou mesmo um espaço na mídia. O que existe na verdade é uma dívida histórica que atualmente vem sendo reparadas com sistemas de cotas, mas que surte efeito com relação à aceitação de um sentimento de igualdade para muitas pessoas preconceituosas.
Desmascarar o preconceito significa dar oportunidades iguais para todos: brancos, amarelos, índios e negros. Esse processo não se limita a oferecer sistemas de cotas, mas sim em buscar junto aos poderes públicos soluções para promover mais igualdade para todas as pessoas, dando a elas uma educação de qualidade e condições dignas para viver em um país menos desigual.

sábado, novembro 29, 2008

Muito além da solidariedade


Apesar de vivermos em um mundo cada vez mais individualista, "presos" nas nossas casas por causa da violência urbana e colocando os nossos problemas em primeiro plano, tivemos uma demonstração de preocupação com o próximo muito marcante nessa semana.
Estou falando das ajudas vindas de todos os cantos do nosso gigante país para as vítimas do dilúvio ocorrido no estado de Santa Catarina, que atingiu principalmente as cidades do Vale do Itajaí.
A mídia tem dado bastante ênfase ao sofrimento dos desabrigados e isso tem comovido a opinião pública de uma forma tão significativa que já foram criados mutirões e campanhas a fim de ajudar às famílias catarinenses. O número expressivo de mortos, que já ultrapassa 100 pessoas, e a proporção do estrago causado pelas chuvas, têm sido um pratos cheios para diversas coberturas jornalísiticas acerca do tema.
A solidariedade é uma virtude maravilhosa, mas tudo que está sendo arrecadado é passageiro e ações mais eficazes têm que ser tomadas pelo Estado em caráter urgente.
Como brasileiro, sinto orgulho de saber que existem tantas pessoas que ainda se preocupam com o outro, mas entendo que essas ações devem ser feitas de uma forma muito mais constante. Não falo em doações ou algo do tipo, mas sim na necessidade de procurarmos respeitar mais as pessoas que nos cercam. Falar "bom dia, obrigado, por favor" nos ajudará a mudar muita coisa que está aí e que vem tornando o mundo cada vez mais violento e vazio.
Respeitar o próximo é tão importante quanto ajudá-lo.
Até mais!

quarta-feira, novembro 19, 2008

Olho por olho, morte por drogas!


É difícil explicar o que estou sentindo neste momento. Assim como muitos brasileiros, tenho me visto cada vez mais refém da violência urbana, desencadeada principalmente pelo tráfico de drogas. O que vejo atualmente são os meus amigos de infância morrerem por dever aos traficantes e por fazer as mais diversas coisas, até mesmo roubar, para conseguir dinheiro para pagar as dívidas com o tráfico.
Antes de escrever este texto eu tentei buscar uma justificativa para isso tudo, mas infelizmente não tenho uma opinião formada. Resolvi publicar esse post para desabafar e tentar compartilhar com outras pessoas o que tenho sentido. Acredito cada vez mais que a educação doméstica seja o melhor caminho para que possamos enfrentar essa dura realidade que nos cerca atualmente.
Estou me assustando comigo mesmo. Quando o meu primeiro colega foi assassinado eu confesso que entrei em estado de choque, mas hoje a coisa mudou. O que eu me pergunto é quem será o próximo na lista dos traficantes, ou mesmo da polícia.
Eu poderia pensar que essa realidade é proveniente apenas do descompromisso das autoridades públicas, mas isso seria uma hipótese muito simplista. Digo isso porque muito dos meus colegas que hoje estão envolvidos com as drogas têm uma boa estrutura financeira e puderam ter acesso às mesmas coisas que eu.
Há um certo tempo eu acreditava que aquilo tudo que eu via no Rio de Janeiro ocorria apenas lá, mas agora me vejo parte de uma triste realidade onde os protagonistas morrem. Não há heróis. Há vilões. De quem é a culpa? Quem será a próxima vítima de si próprio? Aonde iremos parar?
Até mais!

terça-feira, novembro 11, 2008

Em tempos de crise....


Todos nós estamos esperando qual será de fato o efeito da atual crise econômica desencadeada nos EUA aqui no Brasil, especificamente nas nossas vidas. O aumento das taxas de juros e na dificuldade de obtenção de créditos já traduzem na prática a fragilidade que o mercado possui e como nós cidadãos estamos vulneráveis a tudo isso.
É uma pena que os meios de comunicação não expliquem às pessoas de fato como tudo que ocorre nas bolsas de valores influencia no nosso cotidiano. Falta clareza para informar a população nesse contexto. A tendência de espetacularizar os mais diversos fatos tem tornado a grande mídia cada vez mais superficial.
A internet é um veículo muito importante para que possamos buscar informações mais aprofundadas e ao mesmo tempo diversificadas. O que pesa aqui no Brasil é que ainda é muito pequena a quantidade de pessoas que buscam a web nesse sentido. Espero que o Politinia possa ajudar a despertar algumas inquietações que se fazem mais do que necessárias em tempos de crises econômica, existencial e de senso crítico.
Até mais!

quinta-feira, novembro 06, 2008

A semana de Obama e Hamilton



A história se encarregou de fazer justiça. Nesta mesma semana presenciamos dois eventos que foram bem salientados pela mídia e que tiveram algo de muito peculiar em comum: Dois homens negros conseguiram alcançar feitos inéditos.
O jovem inglês Lewis Hamilton conseguiu ser campeão da Fórmula 1, esporte sempre marcado pela presença de brancos e que tem um tom bastante elitista. Hamilton é o primeiro negro a conseguir chegar a essa categoria do automobilismo e no seu segundo ano conseguiu levar o título mundial.
Uma outra vitória, foi a de Barack Obama nos Estados Unidos. O então senador de 47 anos foi eleito presidente em um pleito único na história da democracia americana. Obama representa a vitória de um povo que há mais de 40 sofreu com uma forte segregação racial e que hoje se sente mais valorizado e agora literalmente representado.
O mundo parou para ver a vitória do primeiro presidente negro dos EUA. Mais que isso, a vitória de Obama parece marcar um novo momento para a política internacional, principalmente na necessidade de trazer medidas para conter a atual crise e interferir nos conflitos que o país está envolvido.
Hamilton e Obama quebraram paradigmas e provaram que o preconceito, seja ele em qual instância for, é algo que não cabe na sociedade mundial atualmente. Esses dois personagens, cada um com seu grau de importância, nos ensinaram que é possível sonhar com um mundo menos desigual e mais humano.
Até mais!

terça-feira, outubro 28, 2008

As eleições e o Marketing Político


Imagem é tudo quando se fala em política atualmente. Durante as campanhas eleitorais podemos notar como os candidatos e partidos estão cada vez preocupados em expor suas propostas de uma maneira mais dinâmica e agradável para a sociedade. O uso do rádio, televisão e outras diversas formas de mídia tem contribuído cada vez mais para que o eleitor decida em quem vai votar.
Acredito que todo mundo lembra de pelo menos três músicas "jingles" da última campanha. Isso é a prova de que é impossível pensar política atualmente sem deixar o marketing de lado. Construir uma imagem a curto, médio ou longo prazo é o objetivo de qualquer pessoa que pretende entrar ou mesmo se manter na vida pública.
O marketing político teve como grande marco no Brasil a eleição de Lula em 2002. O trabalho realizado pelo marqueteiro Duda Mendonça naquela ocasião possibilitou o surgimento de um "novo LuLa", muito mais agradável ao interesse público e com idéias trazidas de uma forma mais clara durante os debates e programas eleitorais.
Temos que entender o marketing político como uma ferramenta importante para que possamos conhecer as reais propostas dos candidatos e a partir daí poder cobrar e acompanhar de forma mais clara tudo que foi discutido antes de irmos às urnas.
Milhões de reais são gastos atualmente em propagandas e ações em comunicação. Como cidadãos temos que entender esse novo momento como uma evolução do processo político e como uma oportunidade de entermos melhor as plataformas eleitorais dos candidatos.
Não podemos é perder o bom senso e nos deixar levar pelos discursos e imagens criados. O voto está muito além disso e a decisão final depende do fator preparação.
Temos dois anos até a próxima eleição e a hora de começarmos a pensar nela é agora.
Até mais

quinta-feira, outubro 23, 2008

"Imprensa" que sai sangue!


Assim como grande parte dos brasileiros, acompanhei o sequestro que ocorreu em São Paulo na semana passada. Como jornalista, tenho uma visão diferenciada e foi justamente esse modo diferenciado de analisar o fato que me deixou triste e decepcionado.
O drama que envolveu as meninas Eloá e Nayara, além do ex-namorado de Eloá, Lindemberg, parou o Brasil. A qualquer horário que eu entrava na internet ou ligava a televisão havia alguma novidade sobre esse fato. Os programas de variedades e os telejornais fizeram uma verdadeira corrida pela audiência que influenciou diretamente no desfecho trágico que o fato teve.
Fique abismado quando soube que apresentadores ligaram pro sequestrador e tentaram estabelecer comunicação com ele. Foi criado um espetáculo buscando Ibope. Talvez a história pudesse ter um final diferente se houvesse um maior distanciamento e bom senso por parte dos meios de comunicação.
Essa necessidade de informar a qualquer custo transformou o fato em uma "novela" pela qual esperávamos um final feliz, mas que infelizmente culminou com a morte da garota Eloá. O velório virou um grande evento e me chocou ver pessoas tirando fotos do corpo da menina. A mídia transformou os protagonistas do sequestro em personagens. Tenho certeza de que esse também foi um fator que mexeu muito na cabeça de Lindemberg.
Sei que todos nós estamos meio que saturados desse assunto, mas eu precisava desabafar o meu sentimento de vergonha de ser jornalista neste momento.
Até mais!

quarta-feira, outubro 22, 2008

Feliz 2008?

Depois de mais de um ano resolvi voltar a escrever no meu blog. Terminada a correria de monografia e juntanto isso à vontade de estar sempre expondo minhas idéias, decidi me dedicar novamente a escrever sobre política e cidadania.
Aproveitei pra dar uma reformulada na cara do blog e deixá-lo mais bonito. Espero contar com as visitas e principalmente com as opiniões daqui pra frente. Um forte abraço a todos e vamos levar o POLITINIA à frente!
Até mais!

quarta-feira, setembro 12, 2007

Público ou Estatal?


É extremamente importante ter em mente a diferenciação entre o que é comunicação pública e o que a diferencia do processo comunicativo estatal. As peculiaridades perpassam o contexto administrativo de cada uma e chegam ao nível das intencionalidades que elas possuem e o direcionamento dado com relação ao que se aborda e como esse processo se dá.
A comunicação estatal surge como uma importante ferramenta de aproximação do Estado com a população, tratando das ações realizadas e de assuntos de utilidade pública. Esse viés comunicacional não pode ser considerado propaganda, visto que o Estado necessita estar na esfera pública, a fim de manter uma imagem de transparência diante da sociedade e também tem a demanda de prestar contas sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido. A estatização da comunicação é muitas vezes vista como uma tentativa de manipular informações, tendo em vista que através dos seus próprios veículos de comunicação, os poderes públicos tem em suas mãos a capacidade de propor enquadramentos e direcionamentos às notícias, que as tornam, em certa medida, tendenciosas.
Por outro lado, a comunicação estatal, tendo o jornalismo corporativo como um agente importante para sua consolidação, passa a servir como uma fonte de informação para os meios de comunicação convencionais, haja visto a Agência Brasil, que diariamente fornece sugestões de pautas e suportes para o trabalho jornalístico para diversas formas de mídia . Um fator que também ajuda a diferenciar a comunicação estatal da convencional é o fato de que ela não se mantém com verbas de publicidade, tornando-a mais “independente” e livre da concorrência que cerca os mass media atualmente.
A independência com relação às abordagens dos assuntos de interesses públicos inexiste devido ao fato de que a comunicação estatal está intrinsecamente ligada ao que o estado considera como importante para estar na agenda de discussão da sociedade. Apesar de ter surgido como um mecanismo que levasse transparência na cobertura jornalística, por não precisar competir com a mídia tradicional nas estratégias de marketing e de captação de audiência, a comunicação estatal ainda se localiza em um contexto fortemente corporativo que a torna vulnerável aos interesses do Estado, em detrimento a uma comunicação de interação com a sociedade e de formação da cidadania.
Essa possibilidade de estabelecimento de uma comunicação que atenda diretamente aos interesses da sociedade está ligado ao que hoje vem sendo debatido como comunicação pública. Diferentemente da comunicação estatal, controlada pelo Estado e pronta para atender às suas expectativas, a comunicação pública surge com o ideal de ser controlada pela sociedade, a fim de produzir conteúdos que estejam conectados ao processo de formação da sociedade civil dentro de uma sociedade democrática. Essa diferenciação sobre quem dirige os meios de comunicação estatal e público é o ponto de partida para melhor entendermos essa discussão.
A comunicação pública tem na sua essência a necessidade de propor uma programação e uma abordagem dos assuntos que se diferencie da postura adotada pela mídia tradicional. Nesse contexto, divergindo da comunicação estatal, passa a haver uma competição qualificada com as empresas privadas, a fim de atrair audiência e, por conseguinte, lucro. A diferença básica que vai existir nesse âmbito de mercado é que o gerenciamento dos sistemas públicos de comunicação está nas mãos da sociedade.
O conceito de comunicação pública já traz consigo o pressuposto de uma participação popular, a fim de desconstruir o caráter opressivo que a mídia tradicional oferecendo, passando a propor uma maior interação com relação à sociedade, sendo esta constantemente abastecida por informações e temáticas do seu interesse. O que a comunicação pública combate é justamente a ilusão de que os meios de comunicação privados exercem um papel de fomentadores de discussões e tratam do interesse público, oferecendo uma pluralidade nas informações e estabelecendo uma interação com o público.
É importante que haja a consciência de que não existe um maniqueísmo quando se trata em diferenciar a comunicação pública e a privada. Ambas são importantes para a consolidação da democracia. A estatal na medida em que busca uma maior aproximação do Estado com a esfera pública, e a comunicação pública por inserir o cidadão como agente transformador da realidade através da mídia.

sábado, julho 14, 2007

GREVE!!!!!!

Sei que abandonei o blog, mas voltarei a utilizá-lo como uma ferramenta de exposição das minhas idéias durante a minha monografia, a qual começa a ser feita em agosto. Prometo voltar com força total, trazendo reflexões importantes e me aprimorando cada vez mais. Um grande abraço!

sábado, abril 28, 2007

Meu barbeiro

A ante-sala da sua casa é o seu ponto de trabalho. É lá que Carlinhos recebe seus clientes diariamente. Por ter um bom movimento, o lugar hoje já possui um ventilador pra aliviar o calor, uma poltrona mais confortável para quem está sob os seus cuidados, espelhos grandes, cadeiras brancas de plástico para os que esperam a sua vez e uma televisão que funciona em tempos de copa de mundo ou quando há jogos da seleção.
Quando começo a sentir dores de cabeça, sei que devo fazer a minha visita mensal a Carlinhos (refiro-me a ele dessa forma porque até hoje nunca perguntei seu nome completo). Esse alagoano veio pra Bahia há cerca de 10 anos e logo trouxe muitas pessoas pra perto dele, por causa do seu bom humor e pela qualidade do seu trabalho. Depois de alguns minutos com a máquina, outros com a tesoura e a navalha ele sempre diz: “Tá mais novo, meu patrão”.
Ouço essa frase desde 2000, ano em que comecei a cortar cabelo com Carlinhos, mesmo quando ele ainda prestava serviço no salão de outra pessoa. A coisa foi melhorando e assim que alugou uma casa um pouco maior, ele logo criou seu ponto, desbancando seu antigo patrão. A simpatia e o modo simples de tratar todas as pessoas, faz com que esse alagoano cative amigos, como eu me considero hoje.
Carlinhos acompanha minha vida desde o tempo em que eu estava no ginásio. Sempre soube das minhas paqueras, dos meus projetos com a música e sentiu minha falta por um mês, quando passei no vestibular e meus amigos rasparam na escola mesmo a minha cabeça. Depois disso, passamos a sempre trocar muitas figurinhas, eu falando de faculdade e trabalho, enquanto ele me fala das suas lembranças de Alagoas, principalmente do tempo em que ele era solteiro.
Por falar nisso, acompanho o crescimento do seu casal de filhos, duas crianças muito simpáticas, que volta e meia abrem a porta da sala da casa que dá pro salão e saem correndo em direção à rua. Sua esposa também é uma pessoa muito doce. Pude conhecê-los melhor porque certa vez, depois de ter terminado o corte, ele me chamou pra mostrar seu violão e em outra oportunidade fui encarregado de consertar um computador recém-comprado, missão esta em que não obtive êxito.
Pessoas simples e de bom coração como Carlinhos estão espalhadas pelo Brasil. Infelizmente, todos nós ficamos tristes ao ver juízes e desembargadores envolvidos em esquemas de vendas de sentenças judiciais, como vem ocorrendo. Por mais que a Polícia Federal investigue e queria denunciar essas práticas, sabemos que nada acontecerá a esses contraventores, como ocorreu com a história do “mensalão”, em 2005. Apesar de toda essa podridão que impera na história do nosso país, sempre favorecendo quem tem o poder nas maãos, temos que acreditar nas pessoas que constroem de verdade o Brasil. Meu barbeiro me dá uma aula de honestidade e de como vencer na vida sendo simples e justo.

sábado, abril 07, 2007

Líderes com causas

Em uma noite de sexta-feira da paixão, data cristã em que se reflete sobre a morte de Jesus, me ocorreu algo de muito interessante. Fiquei revezando os canais de televisão assistindo a história do filho de Deus em uma emissora, enquanto também acompanhava a trajetória do mais importante líder brasileiro da atualidade, Chico Mendes, que era mostrada em outra emissora.
Apesar de estarem em contextos históricos diferentes, consegui notar algo de muito parecido entre Jesus e Chico em meio às mudanças de canais. Ambos vieram de famílias humildes e procuraram através de uma forma simples, lutar pela libertação do seu povo. No caso de Jesus, dos romanos que dominavam Israel. Chico lutava contra os fazendeiros, que eram contra a criação de uma área de extrativismo sustentável e não se importavam com a preservação da floresta.
A idéia de escrever sobre esses dois líderes, cada um do seu tempo (embora acredito que seus ideais são eternos), é de justamente questionar a nossa condição atual. Vivemos em meio a um tempo de extremo desinteresse pelas questões políticas e sociais do nosso país. Achamos que o Brasil não tem jeito e cruzamos os nossos braços diante disso.
Jesus e Chico também viviam em contextos de extrema repressão e desigualdades. Eles buscaram através do diálogo, sem tocar em armas, levar mensagens de solidariedade e de amor para todos. Precisamos fazer a nossa “revolução” diária nos comprometendo com as causas que afligem a nossa sociedade. Pensar que somos responsáveis pelo futuro do nosso país é um bom começo.
Sei que líderes como Jesus Cristo, Chico Mendes, Che Guevara, Mandela, Gandhy, dentre outros, surgem em contextos sócio-históricos bastante específicos. Não quero que de um dia para o outro passemos a mobilizar pessoas em torno das causas que queremos. Temos sim que pensar que somos donos do nosso destino e que a apatia é um produto da alienação que sofremos.
A morte desses líderes nos faz pensar o quanto somos indiferentes e deixamos de somar e de fazer coisas interessantes. Precisamos refletir sobre o quanto temos que ser questionadores, informados e conscientes sobre o mundo que nos cerca. Jesus morreu para dar o exemplo de que o amor está acima de tudo e Chico preferiu não fugir dos jagunços e deixar os seringais nas mãos de quem não se importava com a floresta. Ambos sabiam que iriam morrer por causa dos seus ideais, mas jamais desistiram. Precisamos pensar sobre quem somos e o que podemos fazer pra sermos menos inertes e incapazes de atuar em alguma mudança. Essa sexta-feira santa ficará na história.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Crescimento e conscientização


A série de medidas que o governo Lula anunciou para acelerar o processo de crescimento do país é realmente a melhor notícia pra começarmos o ano. Retomar o blog discutindo um projeto como esse só motiva e dá esperança em fazermos um trabalho melhor, com a certeza de que o nosso país está no caminho correto.
O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) traz medidas que certamente irão mexer e motivar a economia do Brasil. Uma dessas medidas, algo que deu certo no crescimento e desenvolvimento de muitos países, é o investimento em infra-estrutura. Isso siginifica a construção de estradas, estações de geração de energia, dentre outras variantes. Além de gerar empregos, essas obras ainda preparam o país para um futuro melhor.
Outro ponto a ser destacado é a redução de impostos para que novos empresários possam investir e os que já estão no mercado também se sintam motivados a injetar dinheiro na economia. Esse é talvez o ponto que gere mais discussões, mas certamente estamos falando de um bom começo.
O que importa é que estamos no começo de uma era que pode mudar o rumo do nosso país. Mais uma vez peço a todos vocês que acompanhem o que os políticos que nós elegemos estão fazendo. Vamos ler, nos informar e cobrar, porque assim como o Brasil tem a necessidade de crescer economicamente, nós cidadãos temos o dever de crescer com o nosso nível de conscientização.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Viva a democracia!


Mais uma vez a democracia nos mostra o quanto o poder do voto poder sanar as nossas insatisfações. Aqui no Brasil e principalmente na Bahia tivemos uma mudança significante nessa última eleição. Agora o cenário se repete nos Estados Unidos, onde a câmara e o senado já possuem maioria democrata, partido de oposição ao republicano de George Bush.
Certamente o povo americano não está sartisfeito com a política anti-terrorista de Bush. A guerra do Iraque, que não repercutiu em nada de concreto, também desponta como um dos fatores que vêm enfraquecendo a maioria republicana que já durava mais de 10 anos. O presidente já sente o impacto dessa mudança e começa a mudar sua tática em relação à invasão iraquiana.
O poder de representação que tanto o senado como a câmara possuem é algo a se pensar a partir de agora. São esses políticos recém-eleitos que irão pressionar a atual política desenvolvida nos EUA. Eles também serão decisivos para a próxima eleição presidencial, que ocorrerá daqui a dois anos. Vamos aguardar e torcer para que o mundo consiga cada vez mais aliar a democracia à conscientização da sociedade.

terça-feira, outubro 31, 2006

Esperança renovada


Depois de sucessivos escândalos enfretados no seu governo, muita gente achou que o presidente Lula fosse obter um resultado pouco siginificativo nas urnas. Engano. O candidato do PT conseguiu um recorde de votos, 58 milhões, em todo país. Isso é um reflexo das políticas sociais e da estabilidade econômica que o Brasil vem conseguindo adquirir.
Todos nós sabemos que muito ainda precisa ser feito. O investimento massivo em educação e em infra-estrutura seriam dois passos importantes para impulsionar o desenvolvimento e o crescimento econômico do nosso país. É fundamental que haja vontade política nestes 4 anos que virão a fim de que possamos obter as reformas tributárias e políticas, fundamentais para incentivar o país a crescer e o governo a ser mais transparente.
O que não podemos é ficar só criticando o que precisa melhorar. Todos os políticos são nossos representantes. Sendo assim, é nosso dever acompanhar o que vem sendo feito e discutido e cobrar a quem devemos. Sempre renovamos a nossa esperança de que as coisas vão melhorar com as eleições e isso não pode mudar.
Enquanto cidadãos, devemos torcer para que as desigualdes sócio-econômicas sejam atenuadas e que possamos entrar em um caminho de desenvolvimento, livre de corrupções e focado no trabalho. Lula, os deputados e os senadores têm esse poder. Agora é torcer e torcer!