domingo, outubro 30, 2011

Coração de estudante


Olhar para cantinho e lembrar das histórias engraçadas, dos desafios, dos sonhos, do aprendizado. Voltar ao Colégio 2 de Julho, onde estudei nos melhores 3 anos da minha juventude (tô ficando velho...), foi uma experiência única. Maravilhosa. Foi lá que idealizei ser o que estou me tornando hoje. Lá fiz amigos que trago comigo como irmãos.

Há quase dez anos, desde que saí de lá, tentava ir para os eventos que reúnem os ex-alunos. Neste ano deu tudo certo. Foi muito gratificante ver como cada um já trilha o seu caminho. Estão, assim como eu, dando os primeiros passos. Buscando mais. Sempre mais.

Receber um abraço de um professor, que lembra seu nome, fala das suas histórias e diz que nunca vai esquecer da turma, é algo realmente emocionante. Fizemos shows, filme, peças e tudo mais. Pelo visto, não marcou só pra gente.

A sensação que trago é de uma força pra seguir em frente. Pisar lá no C2J me fez acreditar ainda mais que tudo pode ser como eu quero que seja. Ganhei mais força!

segunda-feira, outubro 03, 2011

Fé na vida




Enquanto escutava o som da água cair na pia, resisti em olhar para o lado. Outras pessoas faziam a mesma coisa e comecei a perceber que eu não era o único a tentar esconder o que estava acontecendo com a grande maioria ali. Vários homens que haviam acabado de sair da sala de cinema e tinham acabado de assistir ao documentário Bahêa Minha Vida, se viram na história de um clube de futebol que é muito mais que isso e não conseguiram evitar o choro. Choro? É...o Bahia realmente não se explica.

E eu não me sinto digno de falar de uma paixão como essa. Como já havia escrito aqui quando o clube conseguiu retornar à Série A, não sou um fanático. Mas a mística da torcida me emociona e muito. Além do sangue, é o Bahia, só ele, que me une mais aos meus primos, em especial Elton, Marcelo e Fredson. É pelo Bahia que muitas das vezes choramos, rimos, reclamamos e pulamos. Pulamos muito.

Me senti orgulhoso de assistir a um documentário tão bem produzido, que certamente será muito premiado. As histórias contadas, a paixão, a superação e principalmente a humanidade que permeia o tricolor é algo único. Intangível. Quis escrever esse texto logo. Saí da sala de cinema com os pensamentos meio misturados, mas com a certeza de que teria que fazer algo que eternizasse esse momento.

Mais que a paixão, o amor, seja lá qual for o sentimento que torna o Bahia o que é, deixei a sala de projeção com um pensamento: precisamos ser Bahia na vida como um todo. Essa expressão “ser Bahia” significa acreditar, mesmo quando tudo e todos não acreditam. Significa concentrar nas pequenas possibilidades, a chance de algo maravilhoso acontecer. Ter fé na vida.

Em um mundo tão desacreditado, onde a política nos faz reféns de uma democracia na UTI, onde a violência e a falta de educação tornam a nossa realidade cada vez mais cruel, precisamos acreditar que tudo pode ser mudado. Pode sim! “Ser Bahia” significa ser chato mesmo, persistente, utópico. Significa ser gente em essência. Precisamos mais disso. Fazer o bem, olhar o outro como alguém igual.

Enfim, aqueles marmanjos chorando juntos no banheiro de um shopping às 22h de uma segunda-feira me fizeram entender que podemos e devemos fazer a nossa parte. Sermos pessoas melhores já é o primeiro passo. Esse Bahia é retado mesmo!

terça-feira, setembro 06, 2011

Os donos das ruas




Há momentos em que se a gente deixar passar um pouco de tempo, a vontade de escrever passa. Isso acontece muito comigo em relação ao Politinia. Hoje quis ser diferente e tenho um bom motivo pra isso. Já há algum tempo venho me chateando com uma situação corriqueira que vivencio em Salvador e diante disso resolvi me posicionar sobre o assunto.


Nem tive tempo pra pesquisar, pois acabo de chegar em casa e resolvi, antes de qualquer coisa, escrever este post. Quem mora em Salvador, ou vive muito tempo na cidade por questões profissionais, como é o meu caso, nota claramente o aumento do volume de veículos, carros e motos, nos últimos anos. Enfrentar engarrafamentos já é uma prática comum, mas há algo que me deixa ainda mais irritado: os "guardadores de carros", também conhecidos como flanelinhas.


A todo tempo somos abordados por pessoas que se sentem donos das ruas e acham que têm o direito de cobrar pra "olhar" os nossos veículos. Há um sindicato por trás disso e acredito que em certa medida a prefeitura também está envolvida nesse processo. Sei que a forma de sustento de muitas famílias, mas o que quero trazer para discussão é o fato de que se trata de um serviço prestado de uma péssima forma, nos cobrando por algo que não garante nenhum tipo de contrapartida em caso de roubo ou sinistro dos veículos.


Não consigo entender a razão pela qual temos que pagar para deixar o carro na rua. O pior é que muitas vezes a cobrança é feita em tom de ameaça. São pessoas despreparadas, que se acham no direito de cobrar por um serviço prestado em um lugar público, onde tanto ela quanto eu e você temos o mesmo direito: o de ir e vir.


Também não estou aqui para pregar o fim dos guardadores de carros. Pelo contrário. Apenas acredito que há uma saída barata e viável para que essa situação seja resolvida. Quem paga o absurdo que é o IPVA, além das outros impostos, merece mais respeito. Quando falo em apontar saídas, me refiro à possibilidade de capacitar esses trabalhadores e dar uma condição digna de trabalho, oferecendo cursos profissionalizantes e em contrapartida um salário fixo para que eles sejam uma espécie de monitores, ou seja, pessoas que podem ajudar ao invés de intimidar.


A situação é tão absurda que eu já recebi uma proposta para pagar uma mensalidade a um guardador, a fim de que ele reserve uma vaga pra mim na rua onde trabalho. Falamos tanto dos pedágios, mas estamos esquecendo que estamos sendo vítimas de uma realidade lamentável.


Sei que seria muita audácia da minha parte lançar uma campanha diante de um tema tão polêmico, mas vou fazer o possível para que esse texto seja lido por um número grande de pessoas que possam compartilhar o que foi discutido aqui. Tomara que algum deputado baiano ou vereador da capital leia esse post e pense em fazer algo nesse sentido.


Escreverei mais sobre o tema. Vou procurar me embasar mais.


Você também está indignado com esta situação? Deixe seu comentário sobre o assunto!



Até mais!


quinta-feira, agosto 11, 2011

Erros construídos por todos



Não gostaria de começar esse texto me justificando sobre a razão pela qual eu demorei tanto em voltar a escrever aqui no blog. Quem me conhece sabe que este espaço é dedicado para servir como um desabafo sempre que estou com algum pensamento que insiste em reinar na minha cabeça.

Foi justamente por essa razão que eu voltei e resolvi escrever este post. Em agosto de 2011 eu completo 8 meses na revista Metro Quadrado, uma publicação que, como vocês já sabem, fala sobre o mercado imobiliário e a construção civil.

Sempre faço pautas sobre os novos projetos de infraestrutura, empreendimentos e tudo que há de novidade com relação ao crescimento da construção em Salvador. Tem sido uma oportunidade singular para aprender e poder escrever matérias interessantes sobre o tema.

A construção civil, principalmente motivada pela Copa de 2014, tem aberto oportunidades para muita gente. A quantidade de trabalhadores que estão tendo a chance de melhorar de vida é impressionante. Percebo isso de perto quando estou fazendo alguma matéria nas obras.

Por outro lado, a demanda é muito maior do que a oferta de trabalhadores. Há um gargalo muito grande de mão-de-obra, que faz com que as obras tenham atraso, ou tenham que ser feitas em um ritmo avassalador, o que muitas vezes colocam em risco a saúde e a vida desses operários.

Estou escrevendo esse texto porque fiquei muito triste com o acidente que aconteceu em Salvador nesta semana, que ocasionou a morte de 9 operários. Até agora, 16 trabalhadores já morreram na Bahia em 2011.

Não adianta tentar ficar arranjando culpados para esta situação. A pressa para adiantar as obras gera negligência por todas as partes. O operário acha que não é importante usar os equipamentos, o técnico de segurança vacila, os órgãos fiscalizadores não conseguem atender ao volume de obras, o empresário quer resultados...enfim, os erros estão por todas as partes.

Quero acreditar que essa tragédia, que foi a maior da história da construção civil baiana, possa servir como um ponto de partida para uma mudança de concepções. Por parte dos empresários, que é preciso investir em mais treinamentos para os funcionários e tecnologias para ganhar tempo e trazer segurança nas obras. Em relação aos órgãos fiscalizadores, que eles aumentem a sua abrangência de atuação. Com relação aos trabalhadores, que eles tenham consciência de que a vida está acima de qualquer coisa.

É triste ter que acontecer algo com tamanha proporção para que possamos parar e pensar na mudança. Assim caminha a humanidade!

Até mais!

sábado, abril 09, 2011

Alô, alô, Realengo: Aquele abraço!



07 de abril de 2011. Dia do jornalista. Era mais uma manhã de planejamentos e execução de outras demandas de trabalho. Como de costume, sempre leio os jornais antes de começar as minhas tarefas. Assim que liguei o computador, já comecei a ler algumas manchetes de um atentado que havia ocorrido no Rio, envolvendo crianças.

Estava muito feliz com todas as mensagens que recebia pela comemoração do dia que celebra a minha profissão. Presentes, e-mails, mensagens nas redes sociais. Enfim, era pra ser um dia de reflexão sobre o que pretendo ser daqui pra frente, e, de fato, acabou sendo muito mais que isso.

Comecei a perceber pelo Twitter que o que acontecera no Rio tinha sido algo realmente muito grave. Iniciei a leitura sobre o ocorrido e fiquei pasmo com duas coisas. Primeiramente, a loucura que levou o tal jovem a tramar tal ato de crueldade. Além disso, me chamava atenção como um fato como esse pode causar um sentimento de comoção em um país tão grande.

Acredito que não fui o único a falar a seguinte frase: “Parece aquelas chacinas que acontecem nas escolas dos Estados Unidos e em outros países”.

Essa frase foi o pontapé inicial que me levou a fazer esta reflexão aqui no Politinia. No dia do jornalista, fomos todos vítimas de uma ação de uma atitude de um jovem que foi influenciado por tudo de negativo que a mídia e o jornalismo fazem questão de exaltar no seu cotidiano.

O que vale é saber quantos morreram. Quais foram os atos de crueldades. Terremotos, chacinas, crimes, atentados, etc. Como diria o título do livro de Diogo Angrimani: “Espreme que sai sangue”. Veio-me a mente como o sensacionalismo da imprensa acaba por influenciar e gerar ainda mais violência.

Não quero dizer que devemos ser alheios a tudo que ocorre no mundo. O fato é que as notícias boas acabam sendo menos importantes. As pessoas gostam de almoçar vendo prisões de traficantes, tiroteios, batidas policiais e outras coisas nesse contexto. Hoje, a audiência de todo esse tipo de conteúdo é muito grande. Seria um fenômeno sociológico ou uma espécie de alienação? Quem sou eu pra responder.

O que sei é que bons exemplos têm cada vez mais sido deixados de lado na cobertura jornalística. Não vivemos em um conto de fadas, mas a quantidade de brasileiros que são do bem, pessoas batalhadoras que lutam pelos seus sonhos, é muitíssimo maior que os indivíduos que escolhem o outro caminho.

A mídia tem culpa sim no que aconteceu em Realengo. As pessoas se deixam influenciar por tudo de ruim que acabam permeando o cotidiano.

Não quero ser o jornalista que vive em um mundinho perfeito. Longe disso. Questionar o que há de errado é o que mais nos faz crescermos enquanto pessoas. Quero ser sim alguém que priorize o que há de exemplos bons a serem seguidos.

Quando nos alimentamos de notícias ruins, deixamos de acreditar no outro. Deixamos de achar que podemos fazer a diferença e transformar nossos problemas em algo que nos faça crescer.

Poderia escrever muito mais que isso, mas acho que consegui deixar aqui a essência do que estou sentindo. Espero que possamos pensar um pouco sobre o que consumimos de informação.

O bem sempre será maior que o mal!

terça-feira, março 22, 2011

Tudo novo de novo!



Quanta coisa tem acontecido nesses primeiros três meses de 2011. Posse da primeira mulher presidente do Brasil, tragédia na Região Serrana do Rio, mudança no cenário político do Egito, guerra na Líbia, entre outras coisas que nos alegram ou nos entristecem. A mesma revolução que o mundo vive também enfrento na minha vida nesse momento.

Depois de tanto tempo trabalhando com assessoria política, uma nova oportunidade surgiu para mim. Hoje faço parte da revista Metro Quadrado, uma publicação voltada para o mercado imobiliário. Foi um desafio começar a descobrir o universo que estava diante de mim, mas foi justamente toda essa dimensão que me motivou a apostar tudo nesse projeto. Está sendo maravilhoso poder aprender com pessoas tão especiais.

Alguma coisa tinha que ficar de lado e acabou sobrando para o meu querido Politinia. Ainda tenho acompanhado o cotidiano da política e confesso que estou sentindo falta do gostoso exercício de escrever sobre esse tema que tanto gosto.

Como vocês podem notar, dei uma repaginada no design do blog para que 2011 seja realmente um ano diferente, como já está sendo pra mim. Novos desafios, novas pessoas, novos horizontes.

Parece que estava dirigindo em uma mesma rodovia há muito tempo e resolvi entrar por um caminho novo, cheio de curvas, mas que tem tudo para me levar alugar que eu não sei qual é, mas que é exatamente onde acho que devo chegar. Que viagem!!

É bom se redescobrir, apostar em si próprio, fazer o sonho acontecer. O que não vale a pena é ficar se questionando sobre como a vida poderia ter sido se tivéssemos feito outra escolha em um determinado momento. Deixei isso de lado e procurei encarar o futuro de frente. O momento é outro e quero olhar para o que está por vir. Somente.

Não quero assumir aqui nenhum compromisso formal sobre os meus futuros posts, pois tenho medo de não conseguir cumprí-lo. Entretanto, vou tentar dar uma dinâmica diferente ao blog. Gostaria muito de ter uma atualização fixa semanal. Tomara que eu consiga realizar essa vontade.

O que eu mais quero fazer agora é agradecer a cada uma das pessoas que ao longo desses cinco anos acessaram o Politinia. Os quase 15 mil acessos, sem contar o tempo em que não havia o contador, me motivaram a sempre acreditar no meu potencial e lutar para que eu tivesse a ousadia para seguir o meu caminho.

O Politinia sempre me abriu portas e nada mais justo que retribuir tudo que consegui até hoje, que é pouco, mas de grande valor, com um conteúdo que possa despertar as pessoas para reflexões sobre diversos temas.

Tomara que possamos crescer juntos.

Até mais!

sexta-feira, dezembro 31, 2010

ADEUS, 2010!

Lá se foi mais um ano.Fiz questão de passar por aqui para agradecer a todos que acompanharam o Politinia em 2010. Sei que poderia ter feito muito mais, mas com toda certeza, 2011 será muito melhor.

Que todos vocês continuem buscando os seus sonhos, sempre com honestidade, respeito ao próximo e dignidade.

Muita saúde pra todos e que continuemos juntos.

Até mais!

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Vamos avante, esquadrão!



Esperei um tempinho pra poder falar sobre este tema. Fui chamado de torcedor de final de campeonato, de fogo de palha, dentre outras denominações, mas engoli tudo com muita serenidade.

Já tive a oportunidade de falar sobre futebol aqui e muitos de vocês já sabem que realmente não sou um torcedor padrão. Estou longe de ser aquele que assiste a todos os jogos, entende tudo sobre esquemas táticos e sabe todas as escalações da década, incluindo a atual. Definitivamente não sou assim.

Não nego que me deixo levar pela boa fase do clube e quando o mesmo está “caindo pelas pernas” nem me importo muito. Não sofro por causa do futebol, mas respeito e entendo quem vive o cotidiano do clube.

A minha história com o Bahia parte do meu falecido avô. Lembro-me muito bem de vê-lo sentadinho em um banco de madeira, localizado entre a sala e cozinha da casa, sempre no cantinho, de pernas cruzadas, ouvindo os jogos do tricolor. Era uma torcida solitária, mas repleta de amor.

Foi exatamente esse sentimento que ele, sem querer, passou para seus filhos e netos que puderam conviver com ele. Todos aprendemos a gostar das cores e acompanhar os passos do esquadrão de aço.

É impossível não lembrar do meu avô. Ainda tenho em mente aquela figura calma, pacata e sempre prestativa. As lembranças são muitas, mas o que senti no dia em que o Bahia voltou à Série A foi realmente algo difícil de explicar. Diante daquela explosão de alegria pelo acesso do tricolor ao lugar de onde ele jamais deveria ter saído, só me vinha imagem dele e a sensação de que existem paixões que vão além da vida.

O que me atrai aos estádios e mesmo a acompanhar um pouco o cotidiano do Bahia é a sua torcida. Meu avô era apenas um de uma legião que ama incondicionalmente o esquadrão, que discute com amigos, larga faculdade, trabalho e o que for para ver os jogos ou mesmo ouvir pelo rádio. A energia que se forma é algo difícil de sintetizar em palavras. Ninguém nos vence em vibração.

Nos jogos podemos ver pessoas de todas as classes sociais, ideologias e religiões unidas em torno do tão esperado momento do gol. Sofremos, dizemos que vamos deixar essa loucura de lado, mas é só o clube entrar um pouquinho no eixo que o vulcão entra de novo em erupção.

O Esporte Clube Bahia tem uma nação consigo. É preciso que haja um gerenciamento do clube pensando no poder que de fato o nosso querido “Baêa” tem para se manter na Série A. Espero que este tão sonhado retorno, depois de sete difíceis anos, seja um marco pra um novo tempo. Há de ser.

quarta-feira, novembro 10, 2010

Os desafios de Dilma


Queridos,

Minha vida tá uma correria só por esses dias. Como escrever aqui é algo que faço quando me sinto inspirado para falar de algum assunto, resolvi dar um tempo até postar algo novo. Mais uma vez fui surpreendido de uma maneira muito feliz quando uma ex-aluna minha me encontrou com uma revista na mão, dizendo que passou a ler sobre política depois de acessar este humilde blog. Senti-me o cara.

Bom, vamos ao que interessa. O dia 31 de outubro confirmou o que as pesquisas já apontavam: temos pela primeira vez na história uma mulher na presidência. Eu já esperava a vitória de Dilma Rousseff devido à bagagem que ela trouxe do governo Lula e também pela pouca expressividade e credibilidade que o PSDB , com José Serra, conseguiu passar durante a campanha.

Os próximos quatro anos serão de muitos desafios. Teremos que nos preparar para as Olimpíadas de 2016 e para a Copa do Mundo, que acontecerá no último ano do governo Dilma, em 2014. Em relação à economia, creio que Dilma vai seguir as diretrizes do atual governo, continuando a investir nos programas sociais e incentivando o mercado consumidor e as obras em infra-estrutura, com o PAC, do qual ela se intitulou "mãe". A roda tem que continuar girando.

Dilma fez um marcante discurso logo após que foi confirmada a sua vitória. Falou, dentre outros assuntos, sobre erradicação da miséria e da preservação da liberdade de imprensa. Espero que ela consiga dar bons passos nesses dois sentidos. Como estamos em uma democracia, é perfeitamente normal que muitas pessoas se mostrem descontentes com a derrota do seu candidato, mas tudo tem limite.

Todo mundo deve ter ouvido falar dos comentários xenofóbicos feitos por internautas em relação aos nordestinos. Eles acusam o povo do nordeste de, erradamente, ter causado a eleição de Dilma. Foram inúmeras as ofensas feitas, mas as providências estão sendo tomadas. A internet aos poucos está deixando de ser “terra de ninguém”. Quem faz apologia a qualquer forma de preconceito tem que pagar por isso, independente da forma. O preconceito sempre vai existir, mas há que haver respeito.

Dilma foi eleita de uma maneira marcante. Ela ganharia as eleições, mesmo eliminando todos os votos que obtidos nas regiões norte e nordeste. O segundo turno, na minha opinião, aconteceu muito por força do escândalo envolvendo Erenice Guerra, substituta de Dilma na Casa Civil. Outro ponto que foi de fundamental importância foi o crescimento obtido por Marina Silva, que conseguiu galgar 20% dos votos válidos no dia 3 de outubro.

Como brasileiro, tenho que ser otimista e torcer para que o governo Dilma seja melhor do que foi o atual. Que a saúde, segurança e educação (incluindo o Enem) sejam cada vez mais valorizados e que possamos continuar no caminho que estamos. Espero que o combate à corrupção e aos políticos fichas sujas também se fortaleça.

Continuarei aqui, sempre lançando pensamentos e querendo compartilhá-los com o máximo possível de amigos. Boa sorte a todos nós nestes próximos quatro anos. Até mais!

sexta-feira, outubro 22, 2010

Voto obrigatório: Dê a ideia!



O tempo realmente está voando. Mal passamos do primeiro turno, onde elegemos governadores, senadores e deputados e já estamos a dez dias de eleger o nosso próximo presidente.

Meu trabalho na campanha política de 2010 foi muito interessante. Conheci candidatos de todos os perfis possíveis. Gente que não tinha nenhum tipo de projeto e cidadãos prontos para deferenderem causas realmente interessantes para a maioria. Não preciso nem dizer o que ocorreu com os que tinham algo bom a oferecer.

Tenho pensado muito na questão da obrigatoriedade do voto. Não tenho muito embasamento para fundamentar um ponto de vista consolidado, mas acho que no nosso país a quantidade do voto pesa muito em detrimento da qualidade do mesmo.

No dia da votação foi impressionante perceber como grande parte das pessoas não tinham a mínima ideia sobre em quem votar. Não é à toa que todos vimos rios de papéis pelas ruas. O que valia era digitar logo qualquer número e voltar pra curtir o domingão de sol que estava fazendo.

Acho que o voto deve ser algo feito a partir de algum tipo de convicção. Dessa forma, teríamos um eleitorado mais crítico, mesmo que este não fosse massivo. Votar e esquecer em quem votou no dia seguinte é uma realidade que não contribui em nada para que possamos amadurecer a democracia no Brasil.

A não obrigatoriedade do voto também poderia ajudar o eleitorado a ter uma campanha mais embasada em propostas. A qualidade do candidato seria algo a ser priorizado. É ridículo ver uma processo eleitoral cercado por denúncias e factóides, os quais só servem para tirar o foco sobre o que os postulantes têm realmente a oferecer. Continuamos no picadeiro do circo que eu citei no post anterior.

Dia 31 vamos escolher o nosso novo presidente. Dilma e Serra têm oferecido muito pouco à sociedade em termos de propostas. São tantas notícias de acusação de um contra o outro que já perdermos as contas. Tudo funcionando pela lógica do denuncismo para tentar mudar os números das pesquisas.

Todos já estamos saturados disso tudo e querendo muito que chegue logo a hora de fechar esse ciclo. Acredito que o país está passando por um momento muito especial e que os próximos anos serão de muita estabilidade. Torço para que mais empregos sejam gerados, que a educação comece a entrar em um bom caminho e que a segurança pública se consolide, principalmente nos grandes centros.

Como vocês já sabem, sou um otimista nato. Acho que votar com cosnciência é o melhor caminho para que tudo comece a dar certo de verdade. A obrigatoriedade do voto faz com que muitas pessoas votem por "protesto" e acabem elegendo os mesmos que nos fazem desacreditar na política, ou mesmo outros que não passam de fenômenos de votação e que pouco terão a acrescentar.

O nosso POLITINIA sempre estará por aqui para que possamos pensar na política e na cidadania como aspectos fundamentais para sermos uma nação melhor.

Gostaria muito de saber quais são as opiniões de vocês sobre a obrigatoriedade do voto. Não deixem de comentar.

Até mais!

quarta-feira, setembro 29, 2010

Domingo tem eleição? Tem sim, senhor!



Reta final de campanha. Tive uma expectativa muito grande em relação às eleições de 2010, mas confesso que ficou um gostinho de ”quero mais”. Desde 2008 tenho trabalhando com marketing político e é exatamente a oportunidade de poder estar no outro lado que me faz pensar política de um modo diferente.

Tive contato com muitos candidatos aos cargos de deputados federais e estudais no decorrer desses três últimos meses. O peso de um bom trabalho de comunicação já é uma preocupação da grande maioria deles, mas percebo que ainda falta algo difícil de explicar. Talvez seja a essência que o pleito na democracia traz na teoria, mas que se reflete em uma realidade bem diferente.

Os postulantes não têm a verdadeira noção do papel de um deputado, seja ele estadual ou federal, que é principalmente fiscalizar o poder executivo e propor projetos de leis. Muitos se jogam na corrida eleitoral por uma questão de vaidade ou porque servem pra conseguir votos que vão eleger os candidatos preferenciais dos seus partidos.

Infelizmente é uma realidade que vemos por todo Brasil. O emblemático caso do palhaço Tiririca é um reflexo desse interesse partidário. Caso eleito, dentro do critério de proporcionalidade, ele pode ajudar a eleger outros candidatos do seu partido. Outra questão que merece nossa reflexão é o fato de que ele realmente não sabe nada sobre o papel de um deputado federal e esperar ser eleito pra aprender. Seria legal se isso fosse uma piada, mas eu o vi dando essa declaração a um renomado site. Lamentável.

É fácil achar que está tudo errado, que todos são ladrões e que política é algo sujo, quando sequer lembramos em quem votamos há 4 anos ou ajudamos a eleger pessoas despreparadas. Conheci candidatos com muita boa vontade para realmente fazer algo pela sociedade, mas é preciso conhecer os caminhos. As Câmaras Estaduais e o Congresso Nacional precisam de deputados e senadores novos, que possam chegar e fazer a diferença. Temos a oportunidade de renovar, experimentar. Pode dar certo ou não.

Aproveitem esses últimos minutos antes do voto e escolham candidatos que tenha uma bagagem de vida que os credencie a serem os nossos representantes. Eleger um palhaço ou quem quer seja como uma forma de protestar é dar murro em ponta de faca. Todos sabemos que voto é coisa séria.

Somos os responsáveis pelo futuro do nosso estado e país. Exercer o mínimo de senso crítico nos faz deixar de sermos “palhaços”, que nada fazem pra mudar o cenário político e que estão sempre prontos pra fazer os políticos rirem com os resultados das urnas.

Escolham com consciência e de preferência eleja alguém que tenha gana de mostrar serviço. Renovar é o caminho para que possamos desmontar o picadeiro montado por muitos deputados e senadores atualmente no nosso país.

Até o dia 3!

quarta-feira, setembro 15, 2010

Reality shows policiais: Mude o canal!



Lembro que estava na casa de praia de uma amiga, quando uma tia dela falou de um filme que havia assistido. Disse que contava a história de um grupo de elite da polícia carioca e estava fazendo o maior sucesso na pirataria. Ela se referia à Tropa de Elite e confesso que fiquei curioso pra ver mais um filme nacional, que falasse da realidade social brasileira, sempre tendo a violência com plano de fundo. Até aquela ocasião, Cidade de Deus e Carandiru tinham sido os melhores sobre essa temática que eu havia assistido.

A fantástica atuação de Wagner Moura e o enredo do filme me cativaram. Tropa de Elite se tornou uma febre antes mesmo de ter estreado no cinema. Quando ele foi para as telonas, muitas pessoas já haviam assistido e quiseram apenas constatar se a versão oficial teria alguma diferença com relação à pirata.

Aqui na Bahia, programas que mostram o cotidiano da polícia e o combate à criminalidade têm uma audiência relevante. Eles mostram as prisões de traficantes, ladrões, foragidos e chegam até mesmo a cobrir as ações policiais nos bairros, revelando toda a tática de combate ao crime feito em determinadas operações.

Essa é uma tendência que agrada não só o público baiano. O programa “Polícia 24h”, exibido na Band, e o “Operação de Risco”, transmitido pela Rede TV!, mostram as rondas policiais como se fossem reality shows. Eles trazem situações arriscadas enfrentadas pela polícia no dia-a-dia, tendo a necessidade de colocar em evidência a busca pela “realidade à qualquer custo”.

Segundo informações do portal Terra, “Operação de Risco é uma produção da Rede TV! em parceria com a produtora Medialand, inspirado no seriado americano Cops”. A polícia dos Estados Unidos também enfrenta diversos problemas, mas é indiscutível que eles possuem uma outra estrutura de preparo e uma forma de atuação muito diferente da que temos aqui no Brasil.

A exibição de reality shows policiais mostra a necessidade que nós telespectadores temos de sentir que algo está sendo feito contra a onda de violência que nos assola. Mais que isso, revela como até a violência pode render audiência e lucro para a mídia. Para muitos meios de comunicação é ruim com ela, talvez pior sem ela. Espreme que sai sangue.

A segurança pública é o grande assunto na pauta das discussões destas eleições. Todo mundo promete ter a fórmula para mudar esse quadro que atinge a todas as classes sociais. Mais do que mostrar a realidade como ela é, como é o caso desses reality shows, é preciso que haja sérios investimentos no combate ao tráfico de drogas, preparando melhor a polícia, oferecendo-a mais recursos de atuação e melhores salários.

Na frente das câmeras tudo é mais bonito. Todos parecem querer interpretar o papel do Capitão Nascimento, aquele que era movido pela paixão em ser policial e honrava a farda. O que vemos no nosso cotidiano é que muitas vezes somos maltratados pela polícia, o que revela seu despreparo par lidar com educação com aqueles que de fato optaram pelo “caminho certo”.

A síndrome de Tropa de Elite deve ser substituída por uma política sólida de atuação no combate à violência. Mais do que preparar a polícia é preciso, no outro lado do jogo, oferecer oportunidades àqueles que muitas vezes têm tudo para cair na criminalidade. O processo de fortalecimento da educação é algo que deve acontecer em paralelo com a atuação do Estado na busca pela tão sonhada paz.

Deixemos de lado esses programas que mascaram a realidade. Todos sabemos o quanto temos que cada vez mais nos esconder nas nossas casas. Vivemos em um eterno clima de tensão. Precisamos de atitudes e não de reality shows e diversos programas que fazem uma hipócrita prestação de serviço à sociedade.

Mudar o canal já seria uma boa atitude. Sem audiência esses produtos televisivos deixarão de existir. Sei que posso estar parecendo pretensioso, mas já faço a minha parte.

O Tropa de Elite 2 está vindo aí. Certamente será um sucesso de público. Que a espetacularização da polícia fique apenas na ficção e possamos ter na vida real algo concreto, que mostre que uma boa segurança pública é possível. Vote certo!

Até mais!

quarta-feira, setembro 08, 2010

De olho neles (Parte 2)



Demorei um pouco pra postar novamente, mas vou cumprir o que havia prometido. No meu último post, havia falado sobre a minha intenção de expor algumas ideias minhas sobre a disputa baiana entre os candidatos que pretendem governar o Estado pelos próximos quatro anos. É chegado o momento.

Apesar de trabalhar com assessoria de comunicação dentro da política, queria deixar bem claro que não sou filiado a nenhum partido e nem tenho preferências ideológicas para trabalhar. Sou profissional e procuro enxergar a política como um campo de atuação.

Aqui no Politinia, discuto o outro lado do marketing político, que é o modo consciente e ativo que nós eleitores e cidadãos devemos ter no sentido de acompanhar e ter uma opinião formada sobre diversos temas que rondam o cotidiano da política e da sociedade de uma maneira geral.

A campanha para governador é sempre a mais debatida pela opinião pública. A Bahia passa por um momento bastante interessante neste sentido. Depois de quase 20 anos do Carlismo, onde candidatos vinculados a Antônio Carlos Magalhães e até mesmo o próprio governaram o Estado (PFL, depois DEM), tivemos a quebra desse ciclo com a entrada de Jaques Wagner, aliado do presidente Lula (PT).

O que está acontecendo nesta eleição de 2010 é uma comparação feita entre o desempenho de cada um desses grupos. Jaques Wagner, candidato à reeleição mostra o quanto fez nesses quase 4 anos e pede votos para continuar desempenhando o seu trabalho. Por outro lado, Paulo Souto, candidato derrotado em 2006, faz a sua campanha em cima dos possíveis erros do seu adversário e também mostra o seu histórico de atuação como governador.

Wagner tem consigo um vento que sopra em seu favor. Além de possuir a “máquina governamental” nas mãos, também conta com a altíssima popularidade do governo Lula e com o “fenômeno Dilma”, que faz com que a sua campanha ganhe força. Negativamente pesa sobre ele os altos índices de violência na Bahia, problemas na Saúde, e tenho notado que o funcionalismo público também se queixa muito das diretrizes adotadas na atual gestão.

Paulo Souto, que em 2006 não se reelegeu, dando lugar a Wagner, tem presente na sua campanha o discurso de mudança, típico de quem é oposição. Ele procura mostrar os pontos negativos do atual governo, mostrando sempre o seu currículo político. A estratégia não vem dando muito certo, e ele ocupa a segunda posição nas pesquisas, vindo muito atrás do petista.

Gostaria de pontuar também a presença de Geddel Vieira Lima na disputa que levará ao Palácio de Ondina. Ele, que foi ministro da Integração Nacional do governo Lula, decidiu romper com Wagner e se lançar candidato pelo PMDB. Apesar de ter uma coligação com muitos partidos e ser o que mais pretende gastar na campanha, Geddel não consegue emplacar, amargando a terceira posição nas pesquisas. Particularmente, acho que ele ainda crescerá um pouco devido aos votos pelo interior do estado, mas a disputa realmente ficará entre Wagner e Paulo Souto.

Agora a bola está com vocês. Façam uma comparação sobre a Bahia do PT e a do DEM. Tanto Paulo Souto quanto Jaques Wagner já tiveram chances de mostrar serviço como governadores.

Aproveitem e comentem sobre essa disputa. Até mais!

segunda-feira, agosto 23, 2010

Pé na estrada




Deu uma vontade de escrever e sinto que isso é ótimo. Hoje soube que tenho uma leitora de Brasília, capital do país. Sinal de um reconhecimento e de que o Politinia tem ido longe. Bom menino!

Procuro sempre falar de assuntos de interesse de todos, de norte a sul do nosso imenso Brasil. É bom saber que minhas ideias correm o mundo e que o pouco que faço surte algum efeito.

No meu próximo post, vou falar um pouco do cenário político do meu estado, a Bahia. Sinto que estou devendo uma abordagem sobre a corrida eleitoral daqui, na qual eu estou inserido e participo profissionalmente.

Conto com vocês e vida longa ao blog...rumo aos 14 mil acessos!

sábado, agosto 14, 2010

De olho neles! (Parte 1)


Ainda tenho muito a aprender sobre política. Muita coisa mesmo. Apesar de estar na área há 2 anos, sinto que há uma lacuna de conhecimento que só o tempo irá amenizar.

Diariamente estou envolvido no noticiário político e eleitoral e isso tem me despertado para a necessidade de ter que sempre ir além. Aprender mais e mais.

Mesmo sabendo tão pouco, sinto que cumpro um papel bem bacana incentivando pessoas a pensarem sobre a política, assunto tão mal visto diante dos escândalos e fatos diversos que cercam esse universo. O Politinia abre a possibilidade para que haja um debate sadio de ideias e tenho recebido um incentivo muito grande para poder seguir em frente. Assim o farei.

Bom, durante essas duas últimas semanas, os presidenciáveis com maior representação nas pesquisas de opinião (Dilma Rousseff e José Serra) tiveram um tempo para expor suas propostas em um debate realizado pela Rede Bandeirantes e também deram uma entrevista no Jornal Nacional. Ambos momentos foram marcantes para sabermos como esses dois candidatos se portarão daqui pra frente.

Dilma Rousseff – Foi visível a tensão da candidata nessas duas ocasiões. No entanto, levando em consideração que é a primeira vez que Dilma disputa uma eleição, acho que ela está lidando bem com a pressão e tem se superado a cada dia. Gostaria de ressaltar que ela tem como um dos grandes adversários os grandes empresários da imprensa brasileira. Todos puderam ver isso no modo como Dilma foi “metralhada” por William Bonner e Fátima Bernardes.

Dilma tem como aliado o governo Lula, que tem alcançado índices fantásticos de popularidade. Já está claro e era esperado que ela levantasse a bandeira da continuidade do legado do nosso atual presidente. Ter Lula como um parceiro tem se refletido nas pesquisas que cada vez mais consolidam o nome de Dilma no primeiro lugar na preferência dos eleitores.

José Serra – Serra é, em minha opinião, aquele que está mais bem preparado para lidar com as situações de debate e entrevistas polêmicas. Digo isso por ser a segunda vez que ele disputa uma eleição presidenciável e também pela prática adquirida ao longo de toda a sua vida pública, desde os anos 60, e recentemente por ter governado o estado de São Paulo.

Apesar dele querer passar uma imagem de um cidadão simples, o ‘Zé Serra’, acho que dificilmente ele conseguirá ter diante do povo esse conceito que fez o presidente Lula virar um fenômeno de aceitação popular. As pesquisas apontam uma tendência de queda e estou no aguardo para saber qual será o discurso adotado por ele no horário político. Falar de FHC, do qual ele foi ministro, não me parece o melhor caminho. Talvez ele fique com a sua experiência no governo paulista. Por enquanto, ele tem amargado um segundo lugar nas pesquisas, sem tendência de reversão desse quadro.

São análises simples essas que trago aqui, mas repletas de vontade de que todo mundo possa pensar um pouco mais neste assunto. Vocês, de maneira muito importante, fazem parte deste meu processo de aprendizado.

Estamos vivendo um momento bastante importante. Vale a pena prestar mais atenção e acompanhar mais de perto tudo isso.

Um grande abraço e até mais!

sexta-feira, julho 30, 2010

Tempo Rei



Ontem comemorei mais um ano de vida. Celebrar mais uma etapa conquistada é sempre bom, principalmente quando estamos cercados de pessoas com as quais sabemos que podemos contar. Além dos meus amigos, que fizeram questão de me dar um abraço pessoalmente, também fui agraciado com várias mensagens através da internet, telefone e de SMS. Salve a tecnologia!

Aniversário pra mim é o dia que reservo pra me reunir com minha família e amigos. Reservo estada data para fazer uma auto-avaliação do que tenho sido e do que quero ter como objetivos, tanto no campo pessoal quanto no profissional. Ontem pensei muito nas dificuldades que o começo de uma carreira sempre traz. Me formei há 2 anos e estou perseguindo o meu sonho de viver exclusivamente do que realmente quero, que é o jornalismo. Tenho certeza de que chegarei lá.

Hoje de manhã, uma das primeiras matérias que li foi justamente sobre essa questão dos jovens em começo de carreira, mas de um ponto totalmente diferente. A notícia falava do atacante Neymar, que joga no time dos Santos. Ele, um jovem de 18 anos, já se tornou uma espécie de pop-star da indústria cultural e tem pela frente um caminho fantástico a ser percorrido, dentro e fora do campo, se tiver a cabeça no lugar.

É justamente sobre essa questão da maturidade para lidar com o dinheiro e o sucesso que fiquei pensando. Reconheço que chegar ao estrelato no futebol é algo muito difícil, que exige talento e uma alta dose de sorte. Também é assim no jornalismo. Contudo, gostaria de frisar que muitos jogadores não estão preparados para lidar com a fama, o poder e as consequências que esses dois elementos trazem para suas vidas.

A mídia volta e meia publica alguma notícia abordando o envolvimento de jogadores com drogas, prostituição, adultério, relação com tráfico de drogas e etc. O mundo de glamour e a ideia de estarem acima do meu e do mal, trazida com o poder que o dinheiro abarca, acabam fazendo com que determinadas atitudes venham à tona. O atleta, que tem na sociedade o dever de servir exemplo para as futuras gerações, acaba jogando a sua imagem no lixo.

Todos nós temos acompanhado o caso que envolve o desaparecimento de Eliza Samúdio e que tem como principal suspeito o goleiro Bruno, que atuava no Flamengo. Longe de mim fazer qualquer julgamento sobre a índole dele, mas é fato que a fama e as más companhias foram fatores que potencializaram atitudes deploráveis, como as ameaças que ele fazia à ela.

A grande maioria dos jogadores vem de famílias humildes e esta ascensão social que o futebol os propicia não é assimilada muitas vezes com maturidade. Bruno é réu e vítima do seu próprio destino. Mesmo que provem que ele não é o culpado, a sua carreira já foi manchada e o seu maior desejo, disputar a copa de 2014, ficou praticamente impossível.

Gostaria de deixar esse assunto para que possamos debater juntos. Independente da carreira que se escolhe, é preciso saber que é preciso ter foco e maturidade. Todos os caminhos são difíceis, mas temos que aprender a brilhar e não deixar que o excesso de luz ofusque aquilo que tanto almejamos.

Continuo na minha caminhada. “Ando com fé que ela não costuma falhar”, como diz o poeta.

Até mais!

quarta-feira, julho 14, 2010

A vez dos presidenciáveis



Queridos amigos,

Confesso que fiquei triste com a desclassificação da nossa seleção. Como a grande maioria dos brasileiros, eu também viro uma espécie de técnico e vibro muito a cada jogo disputado. Agora é bola pra frente, como se diz no próprio futebol. Passado o período de copa do mundo, é hora de voltarmos as nossas atenções para outras coisas.
Já deixei claro àqueles que vêm acompanhando o blog o meu desejo de trazer aqui no Politinia uma série de discussões relacionadas ao período eleitoral que vamos encarar a partir de agora. Somos protagonistas do futuro que queremos e este é o momento para pensarmos melhor sobre como está o nosso estado e o nosso país e optarmos por um caminho a ser seguido.
Neste post, gostaria de me falar um pouco sobre as minhas impressões acerca dos presidenciáveis. Vou me ater aos três mais bem colocados nas pesquisas e como venho acompanhando diariamente as notícias publicadas na mídia, devido à necessidade de atualização de informações que já tenho naturalmente, que aumentou com a exigência da empresa onde trabalho.
Gostaria muito de que vocês participassem com comentários sobre os candidatos à presidência. Pretendo ser o mais imparcial possível, até mesmo porque pretendo conhecer melhor o programa de governo de cada um antes de tomar minha decisão. Vamos lá!

(Ordem Alfabética)

DILMA ROUSEFF (PT)

“Dilma é a candidata de Lula”. É assim que, na grande maioria das vezes, nos referimos a ela, que foi ministra do atual governo em duas ocasiões. Pegando carona na altíssima popularidade e aceitação que o povo tem com relação a Lula, Dilma pretende consolidar a ideia de continuidade no contexto social e econômico da gestão da qual ela fez parte. Tem como aspecto negativo e positivo ao mesmo tempo a sua falta de experiência com mandatos. Digo negativa porque isso traz a ideia de que ela nunca foi política, mas por outro lado é positiva, pois é um nome a ser testado, sem manchas de um passado “sujo”. A ficha dela, pelo que me consta, é limpa!

Tenho notado que há um natural processo de transferência de votos de Lula para Dilma. Ela tem tido uma boa exposição na mídia e isso tem feito com que as pesquisas reflitam números favoráveis para a campanha dela.

JOSÉ SERRA (PSDB)

Serra tem em 2010 a sua segunda tentativa de emplacar como presidente. Em 2002, ele também pleiteou o cargo, mas a onda “Lulinha Paz e Amor” não o deu a chance. Tenho notado que desta vez ele tem adotado um perfil mais “leve”, falando de forma mais simples e tentando convencer da maneira mais direta de que ele é o gestor que o Brasil necessita.

A sua experiência como ministro da saúde, marcada pela criação dos remédios genéricos, será bastante explorada na sua campanha. Além disso, pesa em seu favor a SUS longa trajetória política, ressaltando a sua recente atuação como governador de São Paulo.

MARINA SILVA (PV)

A defesa do meio ambiente e da sustentabilidade é a bandeira levantada por Marina Silva, que ganhou uma forte projeção no país como ministra do meio ambiente do governo Lula. Ela traz consigo um discurso permeado pela necessidade que temos, enquanto um dos países mais ricos em recursos naturais, de possuirmos uma consciência e um governo que trate da questão ecológica com mais cuidado.

Marina tem aparecido em terceiro lugar nas pesquisas, enquanto Serra e Dilma se encontram tecnicamente empatados.

Procurei trazer uma análise bem superficial sobre as minhas impressões. Como de costume, deixo aberto agora o espaço aqui no blog para que cada um de vocês possam deixar as suas opiniões.

AGORA É COM VOCÊS! NÃO DEIXEM DE COMENTAR!

Até mais!

quarta-feira, junho 16, 2010

Novidades do Politinia!

Queridos amigos,

Fiquei tão feliz com a repercussão que tive desde o meu último post, que resolvi dar uma repaginada no blog. Criei um e-mail para divulgar as atualizações que faço e gostaria de deixá-lo à disposição de todos.

Envie mensagem para:

rodrigomarquescarvalho@gmail.com

Quem quiser receber as atualizações do Politinia, basta mandar uma mensagem para o endereço acima, falando do interesse. A partir daí, colocarei o e-mail de quem me enviou na lista dos contatos e assim sempre manterei todos informados.

Um grande abraço!

segunda-feira, maio 24, 2010

Eleições 2010: Vamos discutir juntos?



Queridos leitores,

O clima de ano eleitoral realmente me contagia. Há quatro anos, quando criei o Politinia, percebi um grande prazer em poder escrever sobre política e essa tem sido a tônica do meu trabalho no jornalismo. Até o meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), realizado em 2007, versou sobre comunicação e política, quando falei sobre os veículos de comunicação do Senado Federal.

Em 2008, trabalhei em cidades do interior baiano, fazendo assessoria de comunicação para candidatos. Tive naquele período uma vivência que me fez querer me aprofundar cada vez mais no mundo da política, colocando a comunicação como um elemento fundamental na aproximação entre o político e a sociedade.

Sei que grande parte das pessoas tende a desacreditar de tudo isso, mas vou continuar erguendo a minha bandeira sobre a necessidade de acompanharmos, enquanto cidadãos, o que vem acontecendo no cotidiano daqueles que escolhemos para serem os nossos representantes. É uma missão bem possível.

É com grande prazer que pretendo traçar um panorama bem pessoal sobre como eu, cidadão, enxergo os atuais pré-candidatos às eleições de 2010. Como já disse, não pretendo apontar aqueles que eu considero bons ou ruins, mas sim mostrar como eles têm obtido repercussão na mídia e quais são os diferenciais que eles têm trazido.

Tenho muito ainda a aprender e fico feliz demais por poder compartilhar esse momento de aprendizado com tanta gente que tem acessado o Politinia. Continuo trabalhando em uma agência de marketing político e essa atmosfera que me cerca me inspira demais.

Deixo aqui o espaço aberto para comentários sobre ideias que vocês possam ter para esta série de discussões que estão por vir. O Politinia é nosso. Opinem e mostrem caminhos pelos quais possamos caminhar juntos.

Conto com vocês!

Até mais!

quarta-feira, maio 12, 2010

Rumo novamente ao Hexagero! E as eleições?

Definitivamente não sou nenhum “expert” em futebol. Tentei jogar quando era mais novo (Calma! Tenho apenas 23 anos), mas nunca tive talento. Para não atrapalhar as partidas dos meus amigos, resolvi que a melhor coisa a fazer seria ficar apenas na torcida.

Em ano de Copa do Mundo, falar de futebol é algo bastante freqüente em todas as rodas de conversa, mesmo para aqueles que pouco sabem ou acompanham o futebol, como é o meu caso.

Em 2006, ano em que lancei o Politinia, ainda como parte da disciplina Jornalismo Online, da Unijorge, falei um pouco sobre o exagero que acaba havendo a cada 4 anos, quando seleções de futebol de todos os cantos do mundo se encontram em um torneio fantástico.

Naquela época, quis dar minha opinião sobre o fato de que simultaneamente à Copa, temos no mesmo ano as eleições para deputados, senadores, governadores e presidente. Lembro que me preocupava com o fato de que havia uma grande preocupação com o acompanhamento sobre o futebol, enquanto o período pré-eleitoral estava sendo deixado de lado.

Hoje percebo o porquê disso tudo. O sentimento de patriotismo que temos sempre que a seleção entra em campo na Copa é infelizmente o único momento em que nos unimos de fato para acreditar no nosso país.

Tudo que vemos na política atual só nos torna mais descrentes de que realmente a situação pode mudar. É uma pena.

Sempre defendi neste blog a necessidade de acompanhar aquilo que os nossos representantes têm feito. Apesar das propagandas e do marketing que hoje permeia o meio político, podemos sim ter um parâmetro sobre como as coisas estão indo. Manter-se informado é uma questão de interesse.

Entendo que nós brasileiros estamos desacreditados com a política, por enxergarmos que mesmo mudando os nomes, as atitudes, ou melhor, a falta de atitudes, continua.
Temos um presidente que é considerado por muitos o maior político dos últimos 50 anos, mas isso não tem bastado para termos no contexto municipal e estadual uma consolidação de um país melhor.

Não podemos deixar de torcer pelo futebol, afinal ele já faz parte da nossa cultura. Mas temos que ter os olhos abertos para desde já acompanharmos o que as urnas podem nos revelar em outubro. É fácil não acreditar em algo quando não nos interessamos ou não conhecemos por ele.

Apesar de trabalhar com política, eu ainda tenho muito a aprender sobre o assunto. Acompanho os bastidores da pré-campanha e sinto que este assunto é muito pouco discutido nos ambientes em que estou inserido.

Muitos jovens têm lido o blog. Fico imensamente feliz com isso. Espero despertar um pouco esse interesse em buscar sempre a informação. A Copa e as eleições são os dois grandes marcos de 2010. Vamos torcer pelo Brasil em ambas!

Abração e até mais!