quinta-feira, novembro 12, 2009

Castelo de areia


O bombardeio começou!!! Calma, calma! Não é nada disso que vocês estão pensando. Estou falando da campanha eleitoral de 2010, que apesar de estar longe, já bate na porta de todos nós. Não quero aqui escolher um lado certo ou errado, mas vou tentar deixar minha opinião sobre o que tenho sentido nesse panorama.
A grande imprensa, que é formada pelos veículos de comunicação mais representativos do país, em TV, Rádio, Impresso e Internet, tem de forma clara mostrado sua tendência a sempre tentar colocar o governo Lula em uma posição desconfortável diante da opinião pública. Vou me ater a dois fatos recentes: o roubo da prova do Enem e o apagão ocorrido essa semana.

Com a intenção de manchar a imagem do presidente “paz e amor”, o chefe de Estado com maior aceitação popular da história “deste país”, como ele mesmo diria, a grande mídia tem claramente mostrado seu interesse em desfavorecer a imagem do executivo, trazendo à tona factóides que tendem a um sensacionalismo e se esvaem pelo fato de que não existe nada de concreto. Especular tem sido a saída para atrair audiência e ter o que falar no noticiário.

Alguém pode estar lendo esse post e pensando: “Esse cara deve ser um petista roxo (melhor vermelho mesmo) e fica tentando disfarçar”. Não é isso. Acho que muitas coisas que realmente aconteceram, tendo o mensalão e a permanência de Sarney na presidência do Senado como grande expoentes, demonstraram que o governo Lula está longe de ser um referencial de honestidade e de compromisso com o povo.

Voltando ao ponto de discussão que proponho aqui, creio que as abordagens dadas ao roubo da prova do Enem e ao apagão acontecido nessa semana possuem um alvo certo: Dilma Rousseff. A possível candidata do PT para a disputa eleitoral de 2010 já começa a sentir na pele o campo minado pelo qual terá que pisar antes do pleito e depois dele, caso ganhe. Dilma me vem na minha cabeça como uma escultura de areia que o artista Lula vem moldando e aprimorando para o dia 3 de outubro de 2010.

O roubo da prova do Enem foi muito mais um problema de má índole de pessoas que queriam ganhar dinheiro com o objeto obtido. No caso do apagão, acredito que problemas técnicos acontecem em qualquer canto do mundo. Esses são apenas dois dos inúmeros fatos que virão por aí a fim de desmoronar o castelo de areia que foi esculpido no decorrer dos 8 anos do governo Lula.

Pior do que a chuva de manchetes sobre esse assunto, só mesmo a ridícula cobertura sobre a vinda de Madonna ao Brasil. Mas não vou nem perder meu tempo pra falar de uma criatura deplorável como ela.

Bom, acho que deixei meu recado e abri caminho para uma discussão. Somos parte do castelo de areia, por isso não deixe de comentar. Olho vivo nas eleições e na cobertura da mídia. Quanto mais informações, melhor? Nem sempre. Até mais!

quinta-feira, outubro 29, 2009

Buracos e incompetência!



"Pense num absurdo, na Bahia tem precedente". A célebre frase do então governador Otávio Mangabeira, que geriu o estado de 1947-1951, caiu como uma luva para um tema muito discutido na opinião pública: a situação das estradas brasileiras e por tabela, as baianas.
Aqui na Bahia, as estradas federais e estaduais estão cada vez mais entregues às baratas, ou melhor, aos buracos. O investimento feito pelo Poder Público não é proporcional à necessidade de revitalização, manutenção e criação de novas alternativas para a malha rodoviária baiana.
À exceção da Linha Verde, que foi privatizada e está em um ótimo estado de conservação, as estradas baianas, dentre elas a BR-324 e a BA-093 (tenho conhecimento de causa) são bons exemplos de como temos que lidar com péssimas rodovias quando queremos viajar ou mesmo trabalhar, como é o meu caso.
O que agrava ainda mais essa situação é a imprudência no trânsito, assunto que já foi pauta aqui no Politinia. Além de ter que desviar das crateras, nós ainda temos que lidar com as ultrapassagens pela direita, com a alta velocidade, sem contar o consumo de álcool, que reduziu com a Lei Seca, mas ainda está em alta.
As duas rodovias que citei, por coincidência, já estão em um processo de licitação para serem privatizadas. A BR-324 e a BA-093 possuem um grande fluxo de veículos que se deslocam da capital baiana para os mais diversos pontos do país. Quando o governo toma uma atitude como essa, na minha opinião, está assinando um atestado de incompetência e de ingerência sobre o que é o seu dever.
Para completar o espetáculo, uma pesquisa da CNT - Confederação Nacional dos Tranportes - constatou que 70% das estradas no Brasil, incluindo nesse panorama as estaduais, federais e privadas, possuem avaliações negativas: ruim, péssima ou regular. O que torna essa situação bastante indigesta é o fato de que o valor que os motoristas pagam de IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), além de ser abusivo, não se reflete em políticas para a malha rodoviária. A própria palavra já diz tudo: algo que é feito a partir de uma imposição, que nos é imposto.
A Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia tenta implantar uma maneira de sujar o nome das pessoas que porventura não poderão pagar o IPVA, enviando-os pro Serasa. Deveríamos era manchar o nome de quem não sabe gerir o dinheiro que recebe, ou melhor, sabem sim, mas não para o interesse público.
Enquanto esse dia não chega, continuaremos desviando dos buracos e percalços que nos são colocados desde que Cabral aqui chegou. Cuidado pra não cair! Até mais!

quarta-feira, outubro 21, 2009

Um pedido de todos nós!


Como é que eu faço pra começar esse post? Há tantas coisas pra dizer, mas confesso que está difícil definir o caminho. Quando em 2006 resolvi montar esse blog para falar de política e de cidadania, tinha em mente que traria discussões mais leves e outras que mexeriam comigo e com os meus possíveis futuros “seguidores” – adoro essa terminologia. Procuro sempre trazer coisas do cotidiano que de certa forma mexem comigo para que eu possa deixar minha humilde opinião. Vamos ao que interessa.

Há pouco menos de um mês, decidi assistir ao filme Salve Geral, candidato brasileiro ao oscar de melhor filme estrangeiro, dirigido por Sérgio Rezende e estrelado pela versátil Andréa Beltrão. O enredo é baseado na história de uma mãe que vê seu filho ser preso após ter se envolvido em uma briga que resultou em um homicídio. Lúcia, a personagem de Beltrão, que passa por sérias dificuldades financeiras, acaba se envolvendo com o PCC (Primeiro Comando da Capital), uma organização comandada por detentos, que possui uma estrutura organizada montada fora dos presídios e que na época, em troca de certos favores vindos do Estado, mostrou sua força com ações que aterrorizaram a cidade de São Paulo.

Lúcia, que é advogada, mas sobrevive das poucas aulas de piano que dava, encontra no PCC uma fonte de renda e um meio de manter seu filho, Rafael, em uma posição mais confortável dentro do presídio. Essa construção de um personagem que duela entre a lei e o crime reflete de maneira muito interessante o que somos hoje. Sempre queremos arranjar um meio de nos beneficiar. É o mundo capitalista.



O realismo que o diretor Sérgio Rezende imprimiu no filme mexeu com minha cabeça e confesso que no caminho de volta do cinema fiquei com medo de sofrer algum tipo de atentado, como aqueles que fizeram São Paulo parar em maio de 2006.
Já falei da violência aqui no Politinia, mas uma nuance que me impressionou no filme foi o poder de organização que o crime tem hoje. A capacidade de comprar armas, de exercer influência e de se comunicar faz com que se constitua um verdadeiro poder paralelo, que já se alastrou por todo país.

Uma prova clara desse poder do crime organizado que chamou atenção da opinião pública foi justamente a ação dos traficantes do Morro do Macaco – RJ, que atingiram um helicóptero da PM, resultando na morte de dois policiais.

Quando me deparei com a manchete sobre esse fato, confesso que achei que estava lendo uma cena daquelas de ação de Hollywood, mas é a nossa triste realidade. Solução? Não vejo nada que possa resolver isso em um curto prazo. Todos nós sabemos que muitas vezes os representantes das leis têm uma relação direta e de condescendência com tudo isso. Resta pedir a uma força maior que nos SALVE e que isso seja GERAL!

segunda-feira, outubro 05, 2009

A roda gigante da política


Lá se vai quase um mês que eu não postava. De antemão, peço desculpas a quem esperava por algo novo e agora vou me redimir. Confesso que gostaria de ter escrito algo antes, mas me faltava um bom motivo e o Politinia nunca será uma obrigação, mas sim um ponto de encontro das minhas ideias com o meu prazer em torná-las vivas no post.
Sem mais conversas, queria falar de algo que mexeu de forma muito interessante com a opinião pública nessa semana: a vitória do Rio de Janeiro para sediar os jogos olímpicos de 2016. Como brasileiro, senti um imenso orgulho de termos vencido cidades mais desenvolvidas sócio e economicamente como Chicago, Tóquio e Madrid. Os investimentos que serão feitos visando esse imenso evento esportivo certamente podem contribuir de forma significativa para o crescimento econômico e o desenvolvimento do Brasil.
É inegável que as conquistas para sediar a Copa do Mundo e agora as Olimpíadas denotam um momento muito interessante para o Brasil no contexto internacional. A imagem do presidente Lula contribuiu de maneira decisiva nesse processo.
Há exatamente um ano, no dia 05 de outubro de 2008, o Brasil escolhia seus novos prefeitos e vereadores. Ótima coincidência. Até o momento não escrevi nada sobre o cenário político que está se formando para as eleições de 2010, mas acho que agora é o momento de arriscar algumas palavras. A possível candidata de Lula, Dilma Rouseff, atual ministra da Casa Civil, ganhou pontos importantes com a conquista do Rio para 2016, mas daí a reverter o atual quadro que a coloca como a segunda ou terceira colocada, dividindo pontos com Ciro Gomes, enquanto José Serra estaria em primeiro lugar nas pesquisas de opinião, já é outra história.
Muitas águas passarão por debaixo dessa ponte e acho muito difícil que o nosso presidente consiga, mesmo com sua aprovação de 80%, transferir votos de uma maneira massiva. Falta à Dilma o carisma e a simpatia que fazem de Lula um dos chefes de Estado mais respeitados no mundo.
Preparem os ouvidos pois a linha de discurso de Dilma será a da continuidade, mas não sei até que ponto os aspectos positivos do atual governo, como a vitória de 2016, podem ajudá-la. Além da sua figura estar longe do populismo de Lula, vale ressaltar que as inúmeras denúncias e conchavos envolvendo o PT, como no caso Sarney, também irão contar de forma negativa na sua candidatura.
Como já disse, é muito cedo para falar de 2010, mas confesso que não resisti em antecipar esse ponto. O governo agora está na parte de cima da roda gigante, podendo ver tudo de uma posição bastante privilegiada. Mas não se sabe qual será a próxima bomba que pode explodir, assim como foi a fraude do Enem que surpreendeu o país e repercutiu negativamente sobre o Ministério da Educação, que outrora era visto com bons olhos.
Acho que todos nós estamos torcendo pra uma renovação na política nesse "novo momento" de expectativas que o Brasil está imerso. Essa mudança pode começar com um voto diferenciado em 2010. O que nos resta é torcer para que 2014 e 2016 marquem uma nova era para o Brasil. O próximo ano é decisivo, mas temos que ficar atentos à roda gigante que não para de girar. A sorte está lançada. Até mais!

quinta-feira, setembro 17, 2009

Internet nas eleições: Olho aberto!


A pequena reforma eleitoral, que basicamente tenta colocar a internet como um mais um veículo de propaganda a partir das eleições de 2010, traz à tona uma importante discussão acerca da relevância que a rede mundial de computadores passou a ter dentro do cenário político.
A avalanche de portais de vereadores, deputados, câmaras e políticos de uma maneira geral é apenas uma das faces dessa onda tecnológica. Uma outra ferramenta que vem crescendo muito, cada vez mais se configurando como uma fonte de informação, tem sido o Twitter, ao qual resolvi aderir para também divulgar este blog. Neste microblog, como é conhecido, personalidades importantes ou com uma repercussão de mídia deixam pequenas frases que poderm ser lidas por aqueles que os seguem. A possibilidade de interação que o Twitter oferece tem contribuído de forma interessante para uma tentativa de aproximar alguns políticos da parcela da sociedade que usufrui da net.
Muitas vezes a liberdade que a internet oferece dá margens a duras críticas, devido às dificuldades em colocar limites e selecionar o que de fato pode ser bom ou ruim. Os políticos cada vez mais se colocam como difusores de informação, que gradativamente vêm precisando menos da mídia como um intermediário na relação com a sociedade e conseguem de forma direta alcançar um público considerável e fundamental na formação da opinião pública. Esse é o ponto em que gostaria de chegar.
Toda a facilidade de obtenção de informações para quem navega na net tem que ser ponderada, assim como também temos que abrir os olhos para o que recebemos dos meios de comunicação. Toda informação é cercada de algum tipo de interesse e o filtro que devemos ter é algo inerente à leitura.
A possibilidade de termos a internet como mais um campo de publicidade na campanha política é muito interessante, mas podemos ir muito além. Creio que se inicia aí uma tentativa real de discussão entre sociedade e candidatos sobre propostas e acho que esse é o caminho. A web tem essa capacidade de interação é acredito muito na força dessa palavra na gradual melhora do cenário político.
Teremos a possibilidade de acompanhar, debater, criticar e interagir. A campanha de Barack Obama foi um exemplo claro dessa interação, que além do marketing político intríseco, também possibilitou um conhecimento profundo sobre o candidato e um debate de ideias que acabou por eleger o atual presidente americano.
O Brasil está entre os 60 países mais conectados à rede mundial de computadores. Acho que esse fato se consolida como um termômetro interessante no que se refere à possibilidade de termos uma campanha mais embasada em discussões e com a chance de mudarmos, mesmo que de forma gradual, a realidade política do país. Sou um otimista por natureza e um admirador incondicional da internet. Acho que esse é um dos caminhos que podem fortalecer a democracia e contribuir para que a palavra representante deixe de ter aspas.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Vivendo pela metade


Falar da violência urbana se tornou algo clichê na mídia. Parece que nós, enquanto público, nos acostumamos a ter no nosso cotidiano notícias sobre prisões, assassinatos, crimes hediondos e fazer de tudo isso mais um assunto para as rodas de conversas que temos entra amigos ou mesmo para iniciarmos uma conversa com um desconhecido no elevador ou em alguma fila, por exemplo.
Temos muitas vezes a impressão de que toda a desgraça mostrada pela imprensa é uma espécie de "ficcção" ou algo que jamais nos atingirá. Até que chega a hora e damos de cara com um assalto, um homicídio que envolve algum conhecido ou a descoberta de que tal pessoa cometeu algum crime. Esse tapa na cara que nos desperta pra realidade me ardeu e muito.
Nos últimos tempos,já passei algumas vezes, de forma indireta e indireta, por diversos tipos de situações relacionadas à violência urbana. Meu pai foi rendido por bandidos e teve seu carro roubado, presenciei um elemento tentando invadir a casa da minha namorada, tive alguns conhecidos assassinados por manterem alguma relação com o tráfico e fui agredido inocentemente em uma festa. Ontem minha irmã teve dificuldade de pegar um ônibus devido à onda de vandalismo e criminalidade que está tomando conta de Salvador. Tudo isso aconteceu só em 2009.
O que tem mexido muito com a minha cabeça é pensar no que estar por vir. Qual será a próxima tragédia? Quem morrerá? O que poderão roubar de mim?
"Viver com medo é viver pela metade", já dizia Fernando Pessoa. Sou apenas mais um brasileiro que se vê refém de um país entregue às baratas, onde a política, que deveria servir pra construir bases sólidas pra sociedade, como a educação e a geração de emprego, está repleta de pessoas que visam apenas o interesse pessoal e manter-se no poder significa passar por cima dos discursos de outrora. Acho que o bem comum passa longe dentro do jogo político atual.
Não quero e nem sei como podemos sanar o problema da violência, mas sei, como todos sabem, que a desigualdade social é um fator preponderante nesse contexto todo. É complicado ter que viver dominado pelo medo e saber que em qualquer lugar hoje estamos vulneráveis à criminalidade.
Todos nós, direta ou indiretamente, já sofremos algum tipo de violência. Hoje não adianta ser rico ou pobre. A violência urbana é o que temos de mais democrático no Brasil. Todos vivemos com a incerteza do dia seguinte, mas nunca deixamos de crer que dias,anos e séculos melhores possam chegar. Será que sonhar com um país assim é utopia? Espero que não.

quinta-feira, agosto 27, 2009

A TORRE DA MÚSICA


Acho que chegou a hora de relaxar um pouco. Pensei bastante sobre o que escrever (estou ficando muito preocupado com meu público...rsrs) e decidi deixar um ponto de vista meu sobre o preconceito. Provavelmente vocês devem estar achando que lá vem mais um daquele textos sobre questões étnicas e sociais, mas não é isso.
A narrativa bíblica sobre a Torre de Babel, erguida com o objetivo de chegar ao céu, mostra um contexto de diferença de línguas e culturas, existente na fértil região entre os rios Tigre e Eufrates. Assim também o o Brasil, plural, mas cercado de visões unilaterais.
Gostaria de falar sobre o preconceito que há sobre a preferência musical. Sinto que muitas pessoas ditas intelectuais -os verdadeiros nunca assumem que são- têm o hábito de discriminar o gosto de outros indivíduos, acreditando que certos artistas não prestam ou mesmo alguns eleitos como de vanguarda traduzem a essência da arte e o resto que se dane.
Acredito que não é bem assim. O Brasil é um verdadeiro balaio de cultura e as diversas expressões dessa identidade plural, feitas através da música, merecem ser respeitadas. Não quero dizer que não devemos ser seletivos. Não é isso. Acho somente que, nos diversos ritmos e vertentes musicais existentes, há coisas a serem valorizadas. Julgar-se melhor do que o outro por gostar de um artista enquanto o outro o detesta é um preconceito cultural que me assusta.
Ouvir de Chopin à Psirico não é uma obrigação, no entanto, desmerecer quem porventura não gosta de um artista ou de outro é sim uma atitude que eu desprezo. A música revela o que somos por dentro e essa individualidade se reflete nas escolhas que fazemos.
A Torre de Babel musical que é o Brasil nos faz pensar o quanto a diferença ainda é um obstáculo a ser superado e como essa barreira ainda nos impede nos unirmos e sermos cidadãos melhores. Há que se respeitar os operários da música brasileira e valorizar quem prima pela qualidade. Um dia chegaremos ao céu. Até mais!

quinta-feira, agosto 20, 2009

EU JÁ SABIA!!!!!


É por essas e outras que as pessoas cada vez mais se tornam céticas com relação à política. Mais um capítulo vergonhoso da história da democracia brasileira foi encerrada ontem. Depois da forte pressão feita pela mídia e da imensa repercussão que o caso teve diante da opinião pública, mais uma vez os nossos "representantes" mostraram estar pouco se importando com a honestidade e a ética no cotidiano legislativo.
Foi o próprio Conselho de Ética do Senado (não sei a razão de ter esse nome) que decidiu arquivar as representações contra a divindade José Sarney. Apesar da centena de atos secretos e provas contra esse dinossauro da política do Brasil, mais uma vez a articulação política, principalmente entre PMDB e PT, mostrou de forma clara o quanto a sociedade virou refém da corrupção.
Tenho pensado muito nas eleições do ano que vem. Acho que seria a hora de mostramos com o voto que o poder ainda está nas nossas mãos e diante disso mudar as caras, que estão lá para nos representar, mas que se aproveitam da situação para fazer o que querem.
Tenho tanta coisa pra dizer, mas acho que vou ficar por aqui mesmo. A crise política por si só já diz tudo. Até o próximo capítulo da novela mexicana vivida em Brasília!

quinta-feira, agosto 13, 2009

Pare de Sofrer! Mas não desligue a TV!


Nossa!!! Demorei pra postar de novo! Mas é que a correria tá grande e estava em dúvida sobre o tema do meu novo post. No decorrer dessa semana, me chamou bastante atenção a denúncia feita pelo Estado de São Paulo sobre todo o processo de lavagem de dinheiro da Igreja Universal e das aquisições de bens realizadas por seus líderes.
O Ministério Público, de forma consistente, apresentou minúcias de um esquema que vem sendo feito há muitos anos e que anualmente movimenta bilhões, vindos em sua grande parte do bolso de pessoas que acreditam na possibilidade de uma vida melhor e que são usadas através da fé.
Esse fato deu início a uma batalha entre a Rede Globo e a sua concorrente e fruto do império da Universal, a Rede Record. A troca de informações maliciosas de uma sobre a outra mostra o que está por trás da informação e o quanto é necessário fazer de tudo para conseguir audiência.
A Grande Imprensa, cercada dos seus interesses comerciais, traduz a necessidade de informar e ganhar dinheiro, muito dinheiro, ao mesmo tempo. Quanto mais desgraça e tragédia melhor. Pode espremer que sai sangue.
A bola da vez também tem sido a nova gripe. Ao invés de focar a população no que deve ser feito no sentido de prevenir, sinto que a contagem dos mortos ainda é o grande farol que guia a produção jornalística.
Cada vez me sinto mais feliz por usar o jornalismo para tratar de ações sociais e de transformação da vida de muitas pessoas. Em breve falarei mais sobre esta experiência e fica aí um recado: Vamos procurar o máximo possível filtrar as informações e selecionar o que vale a pena ou não.
Até mais!

sábado, julho 25, 2009

Uma manobra de consciência


Hoje me deu vontade de falar de um assunto que me incomoda muito, mas que nunca foi tema de nenhum post aqui no Politinia: O trânsito. Todo mundo sabe dos altos índices de acidentes provocados pela irresponsabilidade de muitos motoristas, pela péssima condição que as estradas brasileiras se encontram, dentre outros motivos. O que gostaria de expor nesse momento é uma outra sensação que tenho tido de uma maneira muito forte sempre que estou ao volante.
Noto há um certo tempo como as pessoas transferem a individualidade, a falta de respeito e compaixão quando estão transitando em seus veículos. O desrespeito às leis de trânsito não é fruto do desconhecimento da legislação, mas sim da necessidade que as pessoas de uma maneira geral, hoje em dia, de passar por cima dos direitos dos outros em nome dos seus próprios interesses.
Criticamos tanto a falta de ética dos políticos, mas esquecemos de exercer pequenas atitudes que podem contribuir de forma significativa para a preservação de muitas vidas. Precisamos aprender de fato aquela máxima que diz: " O seu direito acaba onde começa o do outro" e o trânsito é um primeiro passo nesse sentido.
A indústria de multas, a lei seca, os buracos, as ultrapassagens perigosas, os assaltos, as campanhas de conscientização e outros ingredientes fazem parte do cenário atual do trânsito brasileiro. A prova maior de que estamos em um momento desvirtuado no que se refere à necessidade de respeitarmos certos parâmetros é o argumento de que o cidadão tem que "sentir no bolso pra aprender".
Há dois anos fui vítima de um grave adidente, causado por um bêbado descontrolado que vinha na contramão. De lá pra cá pude entender e notar de uma forma mais clara esse descaso e como a falta de amor ao próximo é refletida em todos os âmbitos da sociedade hoje. A necessidade de sempre passar por cima do outro, a pressa, a desumanidade montam esse triste mosaico.
Acredito que mudar essa situação vai muito além de simplesmente obedecer ao código de trânsito. É preciso uma mudança de dentro pra fora. Uma faxina nas atitudes egoístas e impensadas que colocam a vida de muitas pessoas em risco. Todos estamos expostos e vale a pensar nisso. Hoje o trânsito reflete o que somos e confesso que essa imagem não é das melhores.
Até mais!

terça-feira, julho 21, 2009

"Devolva meu escudo protetor!!!"


Sempre sou um cara otimista. Adoro enxergar possibilidades positivas mesmo quando todos temem algo que está acontecendo ou prestes a acontecer. Um dos motivos que me levaram a voltar a postar textos no meu blog foi justamente um assunto que tem tirado os cabelos de muitos jornalistas por aí: a não obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.
A impressão que tenho, desde os tempos da faculdade, é que as pessoas têm no diploma uma espécie de "escudo protetor", que os torna superiores e diferenciados diante dos demais mortais. Cansei de ouvir colegas de sala dizendo: "Não aguento mais ficar aqui. Só estou nessa porque preciso do diploma". Confesso que esses depoimentos me assustavam e eu não sabia o por quê, mas agora já sei.
Não entendi muito o frisson que os jornalistas fizeram diante da decisão do STF sobre o diploma. Até parece que o mercado está aberto e pronto pra acolher somente os advindos das faculdades. A realidade é completamente outra. O que vem prevalecendo são as indicações, e não o talento de quem, como eu, levou à sério os anos acadêmicos e se empenhou em discutir, questionar e aprender de verdade. Além disso, é perfeitamente visível a quantidade de pessoas sem o diploma em jornalismo que tem exercido a função na mídia. Será que ficamos cegos diante disso? Tenho certeza que não.
O que vem acontecendo na verdade é uma discussão vazia de quem, ao invés de procurar se qualificar e investir em um trabalho de qualidade, preferem, ou mesmo estão submetidos às regras de um jornalismo do "espreme que sai sangue", preocupado apenas com o número de mortos do fim de semana e das desgraças do cotidiano.
Precisamos lutar por um jornalismo de verdade e agora é o momento para isso. Tendo em vista que todos somos "iguais" a partir de agora, como um otimista, quero acreditar que esta é a hora de esquecer o "escudo protetor" e investir no desenvolvimento e aprimoramento pessoal.
O mercado não se abrirá totalmente às pessoas sem uma formação técnica, que é grande parte do aprendizado que se tem nas faculdades atualmente. Isto será um diferencial, mas creio que o potencial e a capacidade de estar sempre se atualizando e buscando novas fontes de conhecimento, investindo principalmente no âmbito acadêmico, será o melhor caminho para sairmos da mediocridade que domina grande parte dos profissionais que aí estão.
Esse era um desabafo que tinha a fazer. Sinceramente, torço para que os jornalistas que aí estão consigam enxergar a realidade na sua amplitude e saiam do pensamento limitado de que o diploma é a salvação para o futuro da profissão.
Até mais!

quinta-feira, julho 16, 2009

QUER UM PEDAÇO?



Todos nós cidadãos temos o direito à informação. Isso todo mundo sabe. Para mim, isso é um dever e muitas vezes ler certas notícias são frustantes, principalmete sobre alguns temas relacionados à política brasileira.
Já perdi as contas das CPIs instaladas, das investigações realizadas pela Polícia Federal e das inúmeras denúncias, que depois de ganharem uma notoriedade na opinião pública, "acabaram em pizza", ou seja, não deram em nada.
Isso é o que torna o brasileiro descrente da política e do seu poder de transformação. Há momentos em que prefiro ler sobre esporte, cultura, dentre outros assuntos, pois passo a ter a sensação de que a leitura sobre a infinita crise política que atravessamos seria uma perda de tempo.
As manobras que os grandes caciques da política e seus apadrinhados sempre dão para se manter no poder e os intermináveis recursos e desinteresse da justiça contra contribuem para fortalecer o cenário de descrença e podridão da política no Brasil.
Não consigo enxergar um caminho para a reversão desse quadro por enquanto. Meus futuros posts e a participação de vocês nos comentários contribuirão para uma discussão acerca de um assunto tão importante, que é a política e a interferência desta no nosso cotidiano.
Por enquanto só nos resta assistir o circo de horrores e a cara de pau dos nossos "representantes"! Até mais e...VAI UMA PIZZA?

quarta-feira, julho 15, 2009

Sacudindo a poeira e dando a volta por cima!

Estou feliz por ter voltado ao meu querido Politinia. 2009 está sendo um ano muito conturbado, cheio de surpresas, alegrias, decepções e esperança para mim. Como jornalista, sempre escrevi sob pressão, mesmo quando a inspiração acenava bem distante para mim como que dizendo: "Agora não! Me inclua fora dessa!rsrs"
Mas escrever em um blog é diferente. Exige muito mais que inspiração. É preciso uma verdade absoluta vindo de si. Ao longo desses anos (até parece que a minha carreira é longa) sempre tive aqui um espaço para debater política, cidadania e falar das minhas aventuras e desventuras pelo jornalismo.
Estou no começo da minha carreira e os percalços que encontramos muitas vezes nos desanimam. Mas desistir é uma palavra que não está no meu vocabulário. Escolhi o jornalismo aos 13 anos de idade, mesmo sem saber da sua dimensão, mas com a certeza de que o dom de me comunicar poderia ajudar a melhorar a vida de muitas pessoas.
Um novo momento se inicia para mim. E o Politinia, meu bom e velho companheiro, estará comigo nessa nova jornada.
Conto com vocês e até mais!

sexta-feira, dezembro 26, 2008

2008 razões pra seguir em frente!

Foi muito bom poder ter voltado ao Politinia. Apesar de não manter uma frequência nas atualizações, tenho colocado nos textos os temas que mais me despertam interesse ou mesmo insatisfação. 2009 será muito melhor e espero que todos vocês continuem acompanhando o meu querido blog.
Boas festas e até mais!

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Preconceito sem máscaras

É preciso desmascarar o preconceito. Apesar de vivermos em uma sociedade democrática, onde todos têm os mesmos direitos e deveres, nos tornando iguais diante da lei, infelizmente muito ainda precisa ser feito para que haja uma mudança de atitude de uma maneira geral.
O Brasil tem como parte da sua história a diversidade de etnias. Brancos, negros e índios formam a base étnica do nosso país e no decorrer do tempo houve uma grande mistura dessas matrizes. Essa heterogeneidade do povo brasileiro é clara, porém o preconceito ainda persiste a fazer parte do nosso cotidiano.
Atualmente temos visto a falta de respeito com os povos indígenas com relação à disputa territorial. As políticas públicas que vêm sendo feitas para a proteção dos índios, tendo a Funai como principal entidade, pouco tem feito para garantir os direitos dos primeiros cidadãos brasileiros.
Outra grande expressão do preconceito está ligada aos negros. O mercado de trabalho e os meios de comunicação são espelhos claros dessa discriminação. Hoje em dia é muito mais difícil para um negro conseguir uma boa oportunidade de emprego ou mesmo um espaço na mídia. O que existe na verdade é uma dívida histórica que atualmente vem sendo reparadas com sistemas de cotas, mas que surte efeito com relação à aceitação de um sentimento de igualdade para muitas pessoas preconceituosas.
Desmascarar o preconceito significa dar oportunidades iguais para todos: brancos, amarelos, índios e negros. Esse processo não se limita a oferecer sistemas de cotas, mas sim em buscar junto aos poderes públicos soluções para promover mais igualdade para todas as pessoas, dando a elas uma educação de qualidade e condições dignas para viver em um país menos desigual.

sábado, novembro 29, 2008

Muito além da solidariedade


Apesar de vivermos em um mundo cada vez mais individualista, "presos" nas nossas casas por causa da violência urbana e colocando os nossos problemas em primeiro plano, tivemos uma demonstração de preocupação com o próximo muito marcante nessa semana.
Estou falando das ajudas vindas de todos os cantos do nosso gigante país para as vítimas do dilúvio ocorrido no estado de Santa Catarina, que atingiu principalmente as cidades do Vale do Itajaí.
A mídia tem dado bastante ênfase ao sofrimento dos desabrigados e isso tem comovido a opinião pública de uma forma tão significativa que já foram criados mutirões e campanhas a fim de ajudar às famílias catarinenses. O número expressivo de mortos, que já ultrapassa 100 pessoas, e a proporção do estrago causado pelas chuvas, têm sido um pratos cheios para diversas coberturas jornalísiticas acerca do tema.
A solidariedade é uma virtude maravilhosa, mas tudo que está sendo arrecadado é passageiro e ações mais eficazes têm que ser tomadas pelo Estado em caráter urgente.
Como brasileiro, sinto orgulho de saber que existem tantas pessoas que ainda se preocupam com o outro, mas entendo que essas ações devem ser feitas de uma forma muito mais constante. Não falo em doações ou algo do tipo, mas sim na necessidade de procurarmos respeitar mais as pessoas que nos cercam. Falar "bom dia, obrigado, por favor" nos ajudará a mudar muita coisa que está aí e que vem tornando o mundo cada vez mais violento e vazio.
Respeitar o próximo é tão importante quanto ajudá-lo.
Até mais!

quarta-feira, novembro 19, 2008

Olho por olho, morte por drogas!


É difícil explicar o que estou sentindo neste momento. Assim como muitos brasileiros, tenho me visto cada vez mais refém da violência urbana, desencadeada principalmente pelo tráfico de drogas. O que vejo atualmente são os meus amigos de infância morrerem por dever aos traficantes e por fazer as mais diversas coisas, até mesmo roubar, para conseguir dinheiro para pagar as dívidas com o tráfico.
Antes de escrever este texto eu tentei buscar uma justificativa para isso tudo, mas infelizmente não tenho uma opinião formada. Resolvi publicar esse post para desabafar e tentar compartilhar com outras pessoas o que tenho sentido. Acredito cada vez mais que a educação doméstica seja o melhor caminho para que possamos enfrentar essa dura realidade que nos cerca atualmente.
Estou me assustando comigo mesmo. Quando o meu primeiro colega foi assassinado eu confesso que entrei em estado de choque, mas hoje a coisa mudou. O que eu me pergunto é quem será o próximo na lista dos traficantes, ou mesmo da polícia.
Eu poderia pensar que essa realidade é proveniente apenas do descompromisso das autoridades públicas, mas isso seria uma hipótese muito simplista. Digo isso porque muito dos meus colegas que hoje estão envolvidos com as drogas têm uma boa estrutura financeira e puderam ter acesso às mesmas coisas que eu.
Há um certo tempo eu acreditava que aquilo tudo que eu via no Rio de Janeiro ocorria apenas lá, mas agora me vejo parte de uma triste realidade onde os protagonistas morrem. Não há heróis. Há vilões. De quem é a culpa? Quem será a próxima vítima de si próprio? Aonde iremos parar?
Até mais!

terça-feira, novembro 11, 2008

Em tempos de crise....


Todos nós estamos esperando qual será de fato o efeito da atual crise econômica desencadeada nos EUA aqui no Brasil, especificamente nas nossas vidas. O aumento das taxas de juros e na dificuldade de obtenção de créditos já traduzem na prática a fragilidade que o mercado possui e como nós cidadãos estamos vulneráveis a tudo isso.
É uma pena que os meios de comunicação não expliquem às pessoas de fato como tudo que ocorre nas bolsas de valores influencia no nosso cotidiano. Falta clareza para informar a população nesse contexto. A tendência de espetacularizar os mais diversos fatos tem tornado a grande mídia cada vez mais superficial.
A internet é um veículo muito importante para que possamos buscar informações mais aprofundadas e ao mesmo tempo diversificadas. O que pesa aqui no Brasil é que ainda é muito pequena a quantidade de pessoas que buscam a web nesse sentido. Espero que o Politinia possa ajudar a despertar algumas inquietações que se fazem mais do que necessárias em tempos de crises econômica, existencial e de senso crítico.
Até mais!

quinta-feira, novembro 06, 2008

A semana de Obama e Hamilton



A história se encarregou de fazer justiça. Nesta mesma semana presenciamos dois eventos que foram bem salientados pela mídia e que tiveram algo de muito peculiar em comum: Dois homens negros conseguiram alcançar feitos inéditos.
O jovem inglês Lewis Hamilton conseguiu ser campeão da Fórmula 1, esporte sempre marcado pela presença de brancos e que tem um tom bastante elitista. Hamilton é o primeiro negro a conseguir chegar a essa categoria do automobilismo e no seu segundo ano conseguiu levar o título mundial.
Uma outra vitória, foi a de Barack Obama nos Estados Unidos. O então senador de 47 anos foi eleito presidente em um pleito único na história da democracia americana. Obama representa a vitória de um povo que há mais de 40 sofreu com uma forte segregação racial e que hoje se sente mais valorizado e agora literalmente representado.
O mundo parou para ver a vitória do primeiro presidente negro dos EUA. Mais que isso, a vitória de Obama parece marcar um novo momento para a política internacional, principalmente na necessidade de trazer medidas para conter a atual crise e interferir nos conflitos que o país está envolvido.
Hamilton e Obama quebraram paradigmas e provaram que o preconceito, seja ele em qual instância for, é algo que não cabe na sociedade mundial atualmente. Esses dois personagens, cada um com seu grau de importância, nos ensinaram que é possível sonhar com um mundo menos desigual e mais humano.
Até mais!

terça-feira, outubro 28, 2008

As eleições e o Marketing Político


Imagem é tudo quando se fala em política atualmente. Durante as campanhas eleitorais podemos notar como os candidatos e partidos estão cada vez preocupados em expor suas propostas de uma maneira mais dinâmica e agradável para a sociedade. O uso do rádio, televisão e outras diversas formas de mídia tem contribuído cada vez mais para que o eleitor decida em quem vai votar.
Acredito que todo mundo lembra de pelo menos três músicas "jingles" da última campanha. Isso é a prova de que é impossível pensar política atualmente sem deixar o marketing de lado. Construir uma imagem a curto, médio ou longo prazo é o objetivo de qualquer pessoa que pretende entrar ou mesmo se manter na vida pública.
O marketing político teve como grande marco no Brasil a eleição de Lula em 2002. O trabalho realizado pelo marqueteiro Duda Mendonça naquela ocasião possibilitou o surgimento de um "novo LuLa", muito mais agradável ao interesse público e com idéias trazidas de uma forma mais clara durante os debates e programas eleitorais.
Temos que entender o marketing político como uma ferramenta importante para que possamos conhecer as reais propostas dos candidatos e a partir daí poder cobrar e acompanhar de forma mais clara tudo que foi discutido antes de irmos às urnas.
Milhões de reais são gastos atualmente em propagandas e ações em comunicação. Como cidadãos temos que entender esse novo momento como uma evolução do processo político e como uma oportunidade de entermos melhor as plataformas eleitorais dos candidatos.
Não podemos é perder o bom senso e nos deixar levar pelos discursos e imagens criados. O voto está muito além disso e a decisão final depende do fator preparação.
Temos dois anos até a próxima eleição e a hora de começarmos a pensar nela é agora.
Até mais