quarta-feira, junho 16, 2010

Novidades do Politinia!

Queridos amigos,

Fiquei tão feliz com a repercussão que tive desde o meu último post, que resolvi dar uma repaginada no blog. Criei um e-mail para divulgar as atualizações que faço e gostaria de deixá-lo à disposição de todos.

Envie mensagem para:

rodrigomarquescarvalho@gmail.com

Quem quiser receber as atualizações do Politinia, basta mandar uma mensagem para o endereço acima, falando do interesse. A partir daí, colocarei o e-mail de quem me enviou na lista dos contatos e assim sempre manterei todos informados.

Um grande abraço!

segunda-feira, maio 24, 2010

Eleições 2010: Vamos discutir juntos?



Queridos leitores,

O clima de ano eleitoral realmente me contagia. Há quatro anos, quando criei o Politinia, percebi um grande prazer em poder escrever sobre política e essa tem sido a tônica do meu trabalho no jornalismo. Até o meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), realizado em 2007, versou sobre comunicação e política, quando falei sobre os veículos de comunicação do Senado Federal.

Em 2008, trabalhei em cidades do interior baiano, fazendo assessoria de comunicação para candidatos. Tive naquele período uma vivência que me fez querer me aprofundar cada vez mais no mundo da política, colocando a comunicação como um elemento fundamental na aproximação entre o político e a sociedade.

Sei que grande parte das pessoas tende a desacreditar de tudo isso, mas vou continuar erguendo a minha bandeira sobre a necessidade de acompanharmos, enquanto cidadãos, o que vem acontecendo no cotidiano daqueles que escolhemos para serem os nossos representantes. É uma missão bem possível.

É com grande prazer que pretendo traçar um panorama bem pessoal sobre como eu, cidadão, enxergo os atuais pré-candidatos às eleições de 2010. Como já disse, não pretendo apontar aqueles que eu considero bons ou ruins, mas sim mostrar como eles têm obtido repercussão na mídia e quais são os diferenciais que eles têm trazido.

Tenho muito ainda a aprender e fico feliz demais por poder compartilhar esse momento de aprendizado com tanta gente que tem acessado o Politinia. Continuo trabalhando em uma agência de marketing político e essa atmosfera que me cerca me inspira demais.

Deixo aqui o espaço aberto para comentários sobre ideias que vocês possam ter para esta série de discussões que estão por vir. O Politinia é nosso. Opinem e mostrem caminhos pelos quais possamos caminhar juntos.

Conto com vocês!

Até mais!

quarta-feira, maio 12, 2010

Rumo novamente ao Hexagero! E as eleições?

Definitivamente não sou nenhum “expert” em futebol. Tentei jogar quando era mais novo (Calma! Tenho apenas 23 anos), mas nunca tive talento. Para não atrapalhar as partidas dos meus amigos, resolvi que a melhor coisa a fazer seria ficar apenas na torcida.

Em ano de Copa do Mundo, falar de futebol é algo bastante freqüente em todas as rodas de conversa, mesmo para aqueles que pouco sabem ou acompanham o futebol, como é o meu caso.

Em 2006, ano em que lancei o Politinia, ainda como parte da disciplina Jornalismo Online, da Unijorge, falei um pouco sobre o exagero que acaba havendo a cada 4 anos, quando seleções de futebol de todos os cantos do mundo se encontram em um torneio fantástico.

Naquela época, quis dar minha opinião sobre o fato de que simultaneamente à Copa, temos no mesmo ano as eleições para deputados, senadores, governadores e presidente. Lembro que me preocupava com o fato de que havia uma grande preocupação com o acompanhamento sobre o futebol, enquanto o período pré-eleitoral estava sendo deixado de lado.

Hoje percebo o porquê disso tudo. O sentimento de patriotismo que temos sempre que a seleção entra em campo na Copa é infelizmente o único momento em que nos unimos de fato para acreditar no nosso país.

Tudo que vemos na política atual só nos torna mais descrentes de que realmente a situação pode mudar. É uma pena.

Sempre defendi neste blog a necessidade de acompanhar aquilo que os nossos representantes têm feito. Apesar das propagandas e do marketing que hoje permeia o meio político, podemos sim ter um parâmetro sobre como as coisas estão indo. Manter-se informado é uma questão de interesse.

Entendo que nós brasileiros estamos desacreditados com a política, por enxergarmos que mesmo mudando os nomes, as atitudes, ou melhor, a falta de atitudes, continua.
Temos um presidente que é considerado por muitos o maior político dos últimos 50 anos, mas isso não tem bastado para termos no contexto municipal e estadual uma consolidação de um país melhor.

Não podemos deixar de torcer pelo futebol, afinal ele já faz parte da nossa cultura. Mas temos que ter os olhos abertos para desde já acompanharmos o que as urnas podem nos revelar em outubro. É fácil não acreditar em algo quando não nos interessamos ou não conhecemos por ele.

Apesar de trabalhar com política, eu ainda tenho muito a aprender sobre o assunto. Acompanho os bastidores da pré-campanha e sinto que este assunto é muito pouco discutido nos ambientes em que estou inserido.

Muitos jovens têm lido o blog. Fico imensamente feliz com isso. Espero despertar um pouco esse interesse em buscar sempre a informação. A Copa e as eleições são os dois grandes marcos de 2010. Vamos torcer pelo Brasil em ambas!

Abração e até mais!

segunda-feira, abril 19, 2010

A revolução das redes sociais


Olá, queridos!

Peço desculpas pelo tempo sem atualizar. Procuro escrever apenas quando algum tema fica "martelando" na minha cabeça e sinto a vontade de compartilhar esses meus pensamentos.

Imagino que o Politinia não seja o único blog que vocês visitam. A cada dia, milhares, ou mesmo milhões de blogs surgem em todo mundo, falando de diversos assuntos, conseguindo assim cativar diferentes públicos. Este blog já serviu de inspiração para a criação de outros. Sinto-me orgulhoso por ver que as pessoas se espelham na ideia de poder dividir com amigos e desconhecidos seus devaneios, ideais, planos e ideologias.

Essa é a força do que chamamos de REDES SOCIAIS. Os blogs e sites de relacionamentos, como Orkut e Facebook, têm cada vez mais ganhado força entre os internautas brasileiros.

Hoje trago um vídeo que contém vários dados sobre o acesso às redes sociais por todo o mundo, focando o Brasil. Como vocês poderão ver, já temos um total de 70 milhões de pessoas conectadas à internet no nosso país. Desse total, em torno de 80% desses usuários fazem parte de redes sociais, compartilhando fotos, vídeos, textos e uma infinidade de informações.

Lembro de quando o Orkut oferecia apenas 12 fotos para upload. Era difícil escolher quais momentos colocar. Hoje noto que cada vez mais as pessoas vêm tornando público eventos e situações que acontecem no seu cotidiano. Em alguns casos vejo um pouco do exagero que a novidade traz, mas temos que entender que está nascendo, ou melhor, já nasceu uma nova forma de se relacionar com o mundo.

Através das redes sociais conhecemos pessoas, bandas, tribos, comunidades, grupos de discussão e um número infinito de possibilidades que se encaixam exatamente ao que somos ou pretendemos ser.

Muita gente ainda usa as redes sociais para criar um personagem sobre si mesmo. Faz parte do show. No entanto, noto este fenômeno como uma verdadeira revolução que tem cada vez mais potencializado a capacidade de obter e compartilhar informações das mais diversas possíveis.

Utilizo as seguintes redes sociais: Orkut, Blogger, Twitter, You tube e Facebook. Existem vários outros, mas acho que estes daqui já estão de bom tamanho para as minhas necessidades.

Confiram o vídeo e comecem a pensar como as redes sociais têm feito parte das suas vidas.



Um grande abraço e até mais!

quarta-feira, março 24, 2010

O conceito de Opinião Pública

O ano de 2010 está passando realmente muito rápido. Quando dou por mim, percebo que já se passaram três semanas sem nenhuma postagem nova e logo me bate a vontade de recuperar o tempo perdido e prestigiar todos vocês, queridos leitores e seguidores do Politinia.

Demorei um pouco para saber sobre o que versaria o meu novo post, mas há algum tempo que pretendia falar de um assunto e achei a semana oportuna. Nos tempos de faculdade (até parece que faz décadas...) e agora no MBA que estou cursando, tive a oportunidade de estudar um conceito que acho de fundamental importância para toda a sociedade, mas que ela muitas vezes o utiliza de uma forma errada. A pergunta de hoje é: O que seria Opinião Pública?

É comum achar que este conceito tem a ver com a opinião da sociedade acerca de um determinado tema. Não é bem por aí. As opiniões que temos sobre determinados fatos, sempre influenciadas pelo nosso conhecimento de causa, experiências de vida, ou mesmo pelo meio social no qual estamos inseridos, é o que chamamos de OPINIÃO DO PÚBLICO.

A Opinião Pública é algo diferente. Trata-se de um fenômeno, uma espécie de onda que se forma e depois se desfaz. Esta onda à qual me refiro traz consigo um determinado assunto, que ganha proporções muito grandes e que atinge diferentes grupos sociais da sociedade.

Todo mundo sabe que em mesas de bar, salões de beleza, roda de amigos e etc., sempre há algum assunto que é debatido fervorosamente, mas que com um certo tempo perde força, dando lugar a outros.

Nesta semana o assunto principal que tem repercutido como um fenômeno de Opinião Pública tem sido o julgamento do casal Nardoni, principais suspeitos pela morte da menina Isabella Nardoni, que aconteceu há quase 2 anos. Percebo nos diversos ambientes que frequento a presença de opiniões e conversas sobre este episódio, que vem sendo fortemente debatido na mídia. Daqui a um mês, ninguém mais falará neste assunto.

No entanto, o fenômeno da Opinião Pública pode funcionar sim como um agente modificador das leis e que conduz a sociedade para um caminho diferente. Foi o que aconteceu no julgamento sobre a morte de Daniella Perez, filha da autora Glória Perez, barbaramente assassinada em 1992. Glória, através de uma forte mobilização social, conseguiu mudar a Lei de Crimes Hediondos.

É a própria mídia que funciona como um elemento propulsor da grande maioria dos assuntos sobre os quais discutimos no nosso cotidiano. Somos pautados por ela e não tem jeito. A velocidade que a internet trouxe para as informações também nos torna mais munidos para saber cada vez mais sobre o que quisermos.

O Politinia é um reflexo dos fenômenos de Opinião Pública. Procuro sempre trazer para o debate assuntos que percebo que podem ser discutidos e assim tomarem um rumo muito maior do que a “onda”, que muitas vezes é superficial. É daí que surge a conscientização.

Semana que vem temos final do BBB 10, depois vem a Copa do Mundo, Eleições, e assim sempre a onda da Opinião Pública vem e nos arrebata. Espero ter esclarecido a confusão que às vezes se estabelece sobre este conceito, que se faz tão presente nas nossas vidas. Sempre surfamos nela, mas em alguns casos vale a pena estarmos de olhos abertos para irmos além e nunca tomarmos um “caldo”. Até mais!

Agradecimentos: Professores Eliezer Cruz e José Carlos Peixoto

Blogs interessantes

Olá, queridos!

Antes de atualizar o Politinia com um novo post, gostaria de deixar aqui os links de dois blogs muito inteligentes e que interessa a todos nós. O primeiro é de uma grande mestre e amigo dos tempos de faculdade, José Carlos Peixoto. O segundo blog trata de finanças pessoais e nos ajuda a saber como melhor mexer com o nosso dinheiro. É de um outro grande amigo chamado Rocpáurio Alfredo. Seguem os links:

www.textosaovento.blogspot.com

www.cadeodinheiro.blogspot.com

BOA LEITURA!

segunda-feira, março 01, 2010

Tratando de trote


Ontem, assisti a uma reportagem que me chamou muita atenção e por isso achei interessante trazer essa discussão aqui para o nosso Politinia. Na edição desta semana do Fantástico, uma matéria mostrou trotes realizados por alunos de medicina em universidades espalhadas pelo interior de São Paulo.

Não sei se essa é uma prática recorrente, mas como o meu blog é muito visitado por jovens, achei por bem colocar o meu ponto de vista acerca desse assunto.

Entrei na faculdade aos 17 anos e confesso que realmente é fato que um mundo se abre no primeiro dia em que sentamos naquelas cadeiras. Começamos ali a projetar o que pretendemos ser, não só enquanto profissionais, mas como pessoas também.

O cotidiano do mundo acadêmico me possibilitou um amadurecimento muito grande, através das pessoas maravilhosas que conheci (professores e amigos) e também pelas oportunidades de conhecer diferentes universos de estudo. Anos inesquecíveis.

Não vivenciei nenhum tipo de trote. Até acho divertida quando as boas vindas são dadas com brincadeiras saudáveis, ou mesmo com algum tipo de ação social em prol de pessoas carentes.

O que eu vi ontem foi uma cena de horror, onde veteranos e calouros protagonizavam um espetáculo dos mais idiotas possíveis. Particularmente acho que ambos estão culpados. Os mais velhos pela iniciativa em tomar certas atitudes e os recém-chegados por serem coniventes com toda aquela sequência de absurdos.

Esfregar carne podre na cara do outro, arremessar objetos em direção, obrigar a andar abaixado no meio da rua, agredir fisicamente com tapas e afins, são atitudes que nos fazem repensar até que ponto certas pessoas chegam e se submetem para fazer parte de grupos.

Os veteranos utilizam o discurso de que haverá retaliação caso os calouros não façam o que eles pedem. Em uma das cenas, jovens pediam dinheiro nos sinais de trânsito para comprar bebidas alcoólicas para a festa daqueles que estão prestes a se formarem médicos. Patético.

Cada dia vejo que falta mais autenticidade às pessoas. Fazer parte de grupos, tribos e como é que se queira chamar é uma maneira de se colocar dentro da sociedade e poder compartilhar ideias e ideais em comum. O que eu venho percebendo é que em nome de fazer parte de certos contextos, cada vez mais certos jovens têm deixado de lado a sua individualidade para ser um personagem, com uma ideologia que mais parece uma configuração programada de um computador.

Lembro que eu sofria uma espécie de preconceito ou exclusão por não gostar de uma determinada banda, música, programa de tv, livro, ou coisa do tipo. Pelo visto as coisas só pioraram.

Acredito que os jovens têm que começar a pensar o que é melhor pra si, sem se importar muito com o que os outros vão pensar, tudo dentro de um certo limite é claro.

Submeter-se a situações ridículas como as mostradas nos trotes em São Paulo é se colocar em uma posição de inferioridade, na qual a autenticidade dá lugar a algo que muitas vezes nem gostamos de ser, mas que nos faz ser aceitos dentro de um determinado meio.

Falta limite e principalmente atitude para assumirmos o que somos. Espero que possamos nos olhar melhor no espelho e entendermos que para sermos melhores não precisamos ser alguém que não queremos ser. Não é fácil, mas vale a pena. Até mais!

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Eu e o Carnaval



Ainda bem que o carnaval passou. A já conhecida frase: "O ano só começa depois do carnaval" se torna cada vez mais verdadeira, principalmente quando criamos expectativas e pretendemos realizar projetos durante o ano.

Apesar de morar muito próximo de toda folia que é o carnaval de salvador, não me sinto parte da festa e há 15 anos, devido principalmente a um hábito criado na minha
família, não vou pular atrás dos trios elétricos.

É engraçado ter essa relação de distância com algo que está tão perto e ao alcance ao mesmo tempo, mas é exatamente isso o que acontece. Até tinha me programado para quebrar esse tabu em 2010, mas novamente os planos deram errado.

Sou muito ligado ao universo musical e como não poderia deixar de ser, sou um apaixonado pela Axé Music, música feita aqui na Bahia que dá tom da folia momesca. Todos os anos acompanho o cenário dos novos artistas e procuro ficar por dentro de todas as novidades sobre músicas, estilos e tendências que o Axé traz à tona para a avenida.

Este ano me frustrei muito com tudo que vi. Acho que o pagode baiano, que tem origem no samba-de-roda e na chula do recôncavo, passa por um momento interessante de mudanças, que tem como característica principal a inserção de elementos do pop, do eletrônico e do Hip Hop. Essas inovações são perceptíveis e agradáveis na parte percussiva do ritmo, mas as letras ainda, em sua grande maioria, deixam a desejar.

Rebolations à parte, percebo que o carnaval baiano tem se consolidado como um evento cada vez mais focado no nome dos grandes artistas, hoje donos dos seus blocos e que mandam e desmandam na festa. Cada vez mais a essência de uma festa popular e democrática tem dado lugar à lógica de se ganhar dinheiro, que veio junto com a profissionalização da folia.

Muitas questões ainda precisam ser revistas e a intenção do Politinia não é apontar situações certas ou erradas. O carnaval de Salvador entrou em um caminho sem volta, onde quem pode pagar pra se divertir tem o seu espaço, tanto nos blocos, quantos nos camarotes, e os que não podem, se arriscam nas ruas.

A Secretaria de Segurança Pública anunciou uma redução de em média 7% das ocorrências neste ano com relação ao ano passado. É um número significante, mas que ainda está longe de ser o ideal.

A maior festa popular do mundo traz consigo as mazelas de um povo que sofre com a falta de oportunidades e de respeito por parte das autoridades. Isso se reflete na situação dos cordeiros, na violência gratuita, nos inúmeros assaltos e na sensação de insegurança que faz com que grande parte dos soteropolitanos prefiram viajar e fazer outras coisas, assim como eu.

Tenho muita vontade de rever o carnaval. Minhas lembranças de 8 anos de idade são muito claras, mas sei que ao longo desses 15 anos muita coisa mudou, quase tudo na verdade.

Sou um defensor da música feita aqui e dos artistas, com algumas ressalvas que não vem ao caso agora. Gostaria muito de ver a celebração maior do Axé Music e sentir tudo isso de perto. Quem sabe em 2011?

Agora que a folia já passou, é hora de começar o ano de verdade. 2010 está só começando e tenho certeza de que será marcante para as discussões aqui no Politinia. Guardemos os abadás e até mais!

terça-feira, janeiro 26, 2010

Luz, câmera, conscientizAÇÃO!


Muito além de uma super produção. Foi com essa sensação que eu saí da sala de cinema logo depois de ter assistido Avatar. Preferi deixar passar o "frisson" da estreia e a chuva de críticas e elogios passarem para poder, com calma, tentar entender um pouco do universo criado por James Cameron, que me impressionou desde o trailler.

De cara me deslumbrei com a riqueza de detalhes e todo o enredo criado e passado em um planeta chamado Pandora, muito parecido com o nosso, mas que tinha habitantes, os Navi, bem diferentes de nós daqui da Terra. A ideia de criar um Avatar, ou seja, um homenídeo de outro planeta e manipulá-lo através de um sistema de conexões remoto também cria no espectador uma ligação muito forte com o filme.

Muito além da história, que é de uma criatividade e uma riqueza singular, o que mais me atraiu no filme foi o discurso dos Navi. Eles procuram ensinar aos humanos inseridos no planeta deles através dos Avatares a importância de respeitar a natureza e a conexão que existe entre todas as coisas.

Coincidências à parte, foi exatamente sobre isso que eu falei no primeiro post deste ano. Nós nos desconectamos demais do meio ambiente e passamos por cima de muitas coisas para satisfazer determinados caprichos. As catástrofes naturais estão nos mostrando como é que se dá o troco.

O conflito instaurado em Pandora se dá porque lá existe uma espécie de mineral, algo assim, que vale milhões por cada quilo extraído e que possui uma enorme reserva bem abaixo de uma árvore gigante, onde vivem os Navi. A guerra deixa claro que a missão de explorar a qualquer custo se sobrepõe e nenhuma tentativa de diálogo foi capaz de fazer com que a história daquele povo e o seu amor à natureza fossem respeitados. Mais realismo impossível.

Gostei da sensação de deixar o cinema e perceber o quanto pude pensar sobre a questão ambiental e como nós somos mesquinhos e nos achamos auto-suficientes. Mais uma vez deixo bem claro que para mudarmos nossas atitudes sobre qualquer coisa não se faz necessário um esforço muito grande.

Reciclar, otimizar a água, utilizar o álcool nos postos de abastecimento, não sujar as ruas, não queimar áreas de vegetação. Tudo isto está ao nosso alcance e podemos fazer a nossa parte. Foi bom refletir sobre isso assistindo Avatar. Tá aí a dica! Até mais, terráqueos!

quarta-feira, janeiro 20, 2010

2010: Faça a sua parte!


2010 já chegou realmente com tudo! Logo no reveillon, fomos surpreendidos com a tragédia em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Há uma semana, o mundo ficou chocado com a devastação causada por um terremoto no Haiti.

A violência causada pelos atentados, como o que aconteceu contra a seleção do Togo, no território de Angola, além dos intermináveis atentados no Iraque, Afeganistação e região, também nos fazem acreditar que todos os pedidos de busca pela paz e harmonia para o mundo ficam apenas nas sete ondinhas que pulamos na virada de cada ano.

A perda da fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, também vítima da tragédia do Haiti, é mais uma das inúmeras notícias ruins que estão por vir em 2010. Vocês devem estar pensando que eu estou pessimista ou algo do tipo, mas não é bem isso.
Gostaria muito de pensar em algo interessante e ao mesmo tempo otimista para o meu primeiro post do ano, porém não consegui.

A natureza tem respondido de maneira contundente a todo o mal que fizemos a ela nos últimos anos. Isso se torna cada vez mais claro.

No Brasil, o que mais me indigna está na impunidade sobre aqueles que sempre levam vantagem por ter dinheiro e/ou poder.

O que posso desejar a todos os que me acompanham através do Politinia é que busquem ser pessoas melhores, respeitando o direito do outro, estando sempre prontas pra ajudar e que acima de tudo, respeitem o planeta em que vivemos.

Tenho procurado ser assim nos meios onde estou inserido. Faço a minha parte. Acho que essa é a grande lição que podemos ensinar aos outros.

Que 2010 seja um ano de atitudes melhores, de pessoas melhores, apesar de tudo que aí está. Até mais!

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Encerrando 2009



Não se voltarei a postar neste ano. Portanto, gostaria de dedicar esse post a todas as pessoas que acessaram o Politinia e que contribuiram para dar a esse blog um caráter mais profissional. Fiquei muito feliz com a chegada do twitter e esse foi um fator preponderante para o surpreendente número de acessos que tive no decorrer de 2009.

Cada comentário, crítica ou sugestão dados serviram para consolidar a ideia de fazer deste blog um pontapé inicial para a discussão sobre temas importantes do nosso cotidiano. Ultrapassar a marca de 12.000 engrandece o Politinia e me deixa cheio de vontade de seguir em frente.

Altos e baixos fazem parte da história do então Polítika & Cidadania, hoje Politinia. Contudo, tenho a certeza de que 2010, assim como 2009, será um ano de muitas discussões interessantes e de muito amadurecimento profissional para mim.

Espero contar com os acessos de todos vocês e como eu sempre digo: Até mais!

terça-feira, dezembro 01, 2009

Um dia da caça....


E o jogo virou. A oposição que há pouco tempo estava numa posição confortável, pronta para dar o bote em qualquer falha do governo, agora vive um novo momento. DEM e PSDB estão apreensivos desde a revelação dos vídeos envolvendo propinas no governo do Distrito Federal, tendo como ator principal o governador o "demo" José Roberto Arruda.

A operação "Caixa de Pandora", que revelou uma espécie de mensalão para integrantes do DEM do DF, acabou parcialmente com a imagem de Arruda. Digo isso porque não sabemos o que estar por vir para o ano que vem. O governador chegou até a ser cotado para ser vice na chapa presidencial tucana de 2010.

Alegar que a propina recebida seria destinada à compra de panetones foi uma piada de muito mau gosto. Mais uma vez, todos nós lemos, ouvimos e assistimos a essas notícias e já ficamos esperando o próximo capítulo que está por ser escrito, ou mesmo revelado.

É impressionante como a cena política muda de uma hora pra outra. Agora o PT vive um momento de conforto, assistindo de camarote os seus principais adversários ruirem e com provas contra as quais não há argumentos. Mas até 2010 muita coisa está por vir, pode aguardar.

Na Bahia, o governador Jacques Wagner também assiste em uma posição privilegiada os desdobramentos da operação "Expresso", que tem revelado esquemas de pagamentos ilegais a correligionários do ministro e pré-candidato ao governo baiano, Geddel Vieira Lima. Ele, Geddel, fazia parte da base do governo petista na Bahia, mas há alguns meses já se coloca como um segundo palanque para Dilma Roussef no estado. O embate entre os dois é forte e muita água vai passar por baixo dessa ponte.

Acredito que de ambas as partes da política muita coisa ruim ainda aparecerá antes do pleito do próximo ano. É triste imaginar esse cenário, mas pior é acreditar que a realidade é outra, pois não é mesmo.

Governo e oposição farão de 2010 um ano marcante no cenário eleitoral. O marketing político atuará como um elemento crucial nesse processo. Imagens serão construídas, outras destruídas e assim caminha a política. Panetones, propinas e muitos outros ingredientes ainda ~entrarão no caldeirão político. Qual será o próximo episódio? Quem será o vilão e o mocinho? Difícil responder, mas uma coisa é certa: o povo que paga a conta por isso tudo.

Enquanto Lula e seus aliados riem à toa, algo novo está por vir. Não perca o próximo episódio.

quinta-feira, novembro 12, 2009

Castelo de areia


O bombardeio começou!!! Calma, calma! Não é nada disso que vocês estão pensando. Estou falando da campanha eleitoral de 2010, que apesar de estar longe, já bate na porta de todos nós. Não quero aqui escolher um lado certo ou errado, mas vou tentar deixar minha opinião sobre o que tenho sentido nesse panorama.
A grande imprensa, que é formada pelos veículos de comunicação mais representativos do país, em TV, Rádio, Impresso e Internet, tem de forma clara mostrado sua tendência a sempre tentar colocar o governo Lula em uma posição desconfortável diante da opinião pública. Vou me ater a dois fatos recentes: o roubo da prova do Enem e o apagão ocorrido essa semana.

Com a intenção de manchar a imagem do presidente “paz e amor”, o chefe de Estado com maior aceitação popular da história “deste país”, como ele mesmo diria, a grande mídia tem claramente mostrado seu interesse em desfavorecer a imagem do executivo, trazendo à tona factóides que tendem a um sensacionalismo e se esvaem pelo fato de que não existe nada de concreto. Especular tem sido a saída para atrair audiência e ter o que falar no noticiário.

Alguém pode estar lendo esse post e pensando: “Esse cara deve ser um petista roxo (melhor vermelho mesmo) e fica tentando disfarçar”. Não é isso. Acho que muitas coisas que realmente aconteceram, tendo o mensalão e a permanência de Sarney na presidência do Senado como grande expoentes, demonstraram que o governo Lula está longe de ser um referencial de honestidade e de compromisso com o povo.

Voltando ao ponto de discussão que proponho aqui, creio que as abordagens dadas ao roubo da prova do Enem e ao apagão acontecido nessa semana possuem um alvo certo: Dilma Rousseff. A possível candidata do PT para a disputa eleitoral de 2010 já começa a sentir na pele o campo minado pelo qual terá que pisar antes do pleito e depois dele, caso ganhe. Dilma me vem na minha cabeça como uma escultura de areia que o artista Lula vem moldando e aprimorando para o dia 3 de outubro de 2010.

O roubo da prova do Enem foi muito mais um problema de má índole de pessoas que queriam ganhar dinheiro com o objeto obtido. No caso do apagão, acredito que problemas técnicos acontecem em qualquer canto do mundo. Esses são apenas dois dos inúmeros fatos que virão por aí a fim de desmoronar o castelo de areia que foi esculpido no decorrer dos 8 anos do governo Lula.

Pior do que a chuva de manchetes sobre esse assunto, só mesmo a ridícula cobertura sobre a vinda de Madonna ao Brasil. Mas não vou nem perder meu tempo pra falar de uma criatura deplorável como ela.

Bom, acho que deixei meu recado e abri caminho para uma discussão. Somos parte do castelo de areia, por isso não deixe de comentar. Olho vivo nas eleições e na cobertura da mídia. Quanto mais informações, melhor? Nem sempre. Até mais!

quinta-feira, outubro 29, 2009

Buracos e incompetência!



"Pense num absurdo, na Bahia tem precedente". A célebre frase do então governador Otávio Mangabeira, que geriu o estado de 1947-1951, caiu como uma luva para um tema muito discutido na opinião pública: a situação das estradas brasileiras e por tabela, as baianas.
Aqui na Bahia, as estradas federais e estaduais estão cada vez mais entregues às baratas, ou melhor, aos buracos. O investimento feito pelo Poder Público não é proporcional à necessidade de revitalização, manutenção e criação de novas alternativas para a malha rodoviária baiana.
À exceção da Linha Verde, que foi privatizada e está em um ótimo estado de conservação, as estradas baianas, dentre elas a BR-324 e a BA-093 (tenho conhecimento de causa) são bons exemplos de como temos que lidar com péssimas rodovias quando queremos viajar ou mesmo trabalhar, como é o meu caso.
O que agrava ainda mais essa situação é a imprudência no trânsito, assunto que já foi pauta aqui no Politinia. Além de ter que desviar das crateras, nós ainda temos que lidar com as ultrapassagens pela direita, com a alta velocidade, sem contar o consumo de álcool, que reduziu com a Lei Seca, mas ainda está em alta.
As duas rodovias que citei, por coincidência, já estão em um processo de licitação para serem privatizadas. A BR-324 e a BA-093 possuem um grande fluxo de veículos que se deslocam da capital baiana para os mais diversos pontos do país. Quando o governo toma uma atitude como essa, na minha opinião, está assinando um atestado de incompetência e de ingerência sobre o que é o seu dever.
Para completar o espetáculo, uma pesquisa da CNT - Confederação Nacional dos Tranportes - constatou que 70% das estradas no Brasil, incluindo nesse panorama as estaduais, federais e privadas, possuem avaliações negativas: ruim, péssima ou regular. O que torna essa situação bastante indigesta é o fato de que o valor que os motoristas pagam de IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), além de ser abusivo, não se reflete em políticas para a malha rodoviária. A própria palavra já diz tudo: algo que é feito a partir de uma imposição, que nos é imposto.
A Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia tenta implantar uma maneira de sujar o nome das pessoas que porventura não poderão pagar o IPVA, enviando-os pro Serasa. Deveríamos era manchar o nome de quem não sabe gerir o dinheiro que recebe, ou melhor, sabem sim, mas não para o interesse público.
Enquanto esse dia não chega, continuaremos desviando dos buracos e percalços que nos são colocados desde que Cabral aqui chegou. Cuidado pra não cair! Até mais!

quarta-feira, outubro 21, 2009

Um pedido de todos nós!


Como é que eu faço pra começar esse post? Há tantas coisas pra dizer, mas confesso que está difícil definir o caminho. Quando em 2006 resolvi montar esse blog para falar de política e de cidadania, tinha em mente que traria discussões mais leves e outras que mexeriam comigo e com os meus possíveis futuros “seguidores” – adoro essa terminologia. Procuro sempre trazer coisas do cotidiano que de certa forma mexem comigo para que eu possa deixar minha humilde opinião. Vamos ao que interessa.

Há pouco menos de um mês, decidi assistir ao filme Salve Geral, candidato brasileiro ao oscar de melhor filme estrangeiro, dirigido por Sérgio Rezende e estrelado pela versátil Andréa Beltrão. O enredo é baseado na história de uma mãe que vê seu filho ser preso após ter se envolvido em uma briga que resultou em um homicídio. Lúcia, a personagem de Beltrão, que passa por sérias dificuldades financeiras, acaba se envolvendo com o PCC (Primeiro Comando da Capital), uma organização comandada por detentos, que possui uma estrutura organizada montada fora dos presídios e que na época, em troca de certos favores vindos do Estado, mostrou sua força com ações que aterrorizaram a cidade de São Paulo.

Lúcia, que é advogada, mas sobrevive das poucas aulas de piano que dava, encontra no PCC uma fonte de renda e um meio de manter seu filho, Rafael, em uma posição mais confortável dentro do presídio. Essa construção de um personagem que duela entre a lei e o crime reflete de maneira muito interessante o que somos hoje. Sempre queremos arranjar um meio de nos beneficiar. É o mundo capitalista.



O realismo que o diretor Sérgio Rezende imprimiu no filme mexeu com minha cabeça e confesso que no caminho de volta do cinema fiquei com medo de sofrer algum tipo de atentado, como aqueles que fizeram São Paulo parar em maio de 2006.
Já falei da violência aqui no Politinia, mas uma nuance que me impressionou no filme foi o poder de organização que o crime tem hoje. A capacidade de comprar armas, de exercer influência e de se comunicar faz com que se constitua um verdadeiro poder paralelo, que já se alastrou por todo país.

Uma prova clara desse poder do crime organizado que chamou atenção da opinião pública foi justamente a ação dos traficantes do Morro do Macaco – RJ, que atingiram um helicóptero da PM, resultando na morte de dois policiais.

Quando me deparei com a manchete sobre esse fato, confesso que achei que estava lendo uma cena daquelas de ação de Hollywood, mas é a nossa triste realidade. Solução? Não vejo nada que possa resolver isso em um curto prazo. Todos nós sabemos que muitas vezes os representantes das leis têm uma relação direta e de condescendência com tudo isso. Resta pedir a uma força maior que nos SALVE e que isso seja GERAL!

segunda-feira, outubro 05, 2009

A roda gigante da política


Lá se vai quase um mês que eu não postava. De antemão, peço desculpas a quem esperava por algo novo e agora vou me redimir. Confesso que gostaria de ter escrito algo antes, mas me faltava um bom motivo e o Politinia nunca será uma obrigação, mas sim um ponto de encontro das minhas ideias com o meu prazer em torná-las vivas no post.
Sem mais conversas, queria falar de algo que mexeu de forma muito interessante com a opinião pública nessa semana: a vitória do Rio de Janeiro para sediar os jogos olímpicos de 2016. Como brasileiro, senti um imenso orgulho de termos vencido cidades mais desenvolvidas sócio e economicamente como Chicago, Tóquio e Madrid. Os investimentos que serão feitos visando esse imenso evento esportivo certamente podem contribuir de forma significativa para o crescimento econômico e o desenvolvimento do Brasil.
É inegável que as conquistas para sediar a Copa do Mundo e agora as Olimpíadas denotam um momento muito interessante para o Brasil no contexto internacional. A imagem do presidente Lula contribuiu de maneira decisiva nesse processo.
Há exatamente um ano, no dia 05 de outubro de 2008, o Brasil escolhia seus novos prefeitos e vereadores. Ótima coincidência. Até o momento não escrevi nada sobre o cenário político que está se formando para as eleições de 2010, mas acho que agora é o momento de arriscar algumas palavras. A possível candidata de Lula, Dilma Rouseff, atual ministra da Casa Civil, ganhou pontos importantes com a conquista do Rio para 2016, mas daí a reverter o atual quadro que a coloca como a segunda ou terceira colocada, dividindo pontos com Ciro Gomes, enquanto José Serra estaria em primeiro lugar nas pesquisas de opinião, já é outra história.
Muitas águas passarão por debaixo dessa ponte e acho muito difícil que o nosso presidente consiga, mesmo com sua aprovação de 80%, transferir votos de uma maneira massiva. Falta à Dilma o carisma e a simpatia que fazem de Lula um dos chefes de Estado mais respeitados no mundo.
Preparem os ouvidos pois a linha de discurso de Dilma será a da continuidade, mas não sei até que ponto os aspectos positivos do atual governo, como a vitória de 2016, podem ajudá-la. Além da sua figura estar longe do populismo de Lula, vale ressaltar que as inúmeras denúncias e conchavos envolvendo o PT, como no caso Sarney, também irão contar de forma negativa na sua candidatura.
Como já disse, é muito cedo para falar de 2010, mas confesso que não resisti em antecipar esse ponto. O governo agora está na parte de cima da roda gigante, podendo ver tudo de uma posição bastante privilegiada. Mas não se sabe qual será a próxima bomba que pode explodir, assim como foi a fraude do Enem que surpreendeu o país e repercutiu negativamente sobre o Ministério da Educação, que outrora era visto com bons olhos.
Acho que todos nós estamos torcendo pra uma renovação na política nesse "novo momento" de expectativas que o Brasil está imerso. Essa mudança pode começar com um voto diferenciado em 2010. O que nos resta é torcer para que 2014 e 2016 marquem uma nova era para o Brasil. O próximo ano é decisivo, mas temos que ficar atentos à roda gigante que não para de girar. A sorte está lançada. Até mais!

quinta-feira, setembro 17, 2009

Internet nas eleições: Olho aberto!


A pequena reforma eleitoral, que basicamente tenta colocar a internet como um mais um veículo de propaganda a partir das eleições de 2010, traz à tona uma importante discussão acerca da relevância que a rede mundial de computadores passou a ter dentro do cenário político.
A avalanche de portais de vereadores, deputados, câmaras e políticos de uma maneira geral é apenas uma das faces dessa onda tecnológica. Uma outra ferramenta que vem crescendo muito, cada vez mais se configurando como uma fonte de informação, tem sido o Twitter, ao qual resolvi aderir para também divulgar este blog. Neste microblog, como é conhecido, personalidades importantes ou com uma repercussão de mídia deixam pequenas frases que poderm ser lidas por aqueles que os seguem. A possibilidade de interação que o Twitter oferece tem contribuído de forma interessante para uma tentativa de aproximar alguns políticos da parcela da sociedade que usufrui da net.
Muitas vezes a liberdade que a internet oferece dá margens a duras críticas, devido às dificuldades em colocar limites e selecionar o que de fato pode ser bom ou ruim. Os políticos cada vez mais se colocam como difusores de informação, que gradativamente vêm precisando menos da mídia como um intermediário na relação com a sociedade e conseguem de forma direta alcançar um público considerável e fundamental na formação da opinião pública. Esse é o ponto em que gostaria de chegar.
Toda a facilidade de obtenção de informações para quem navega na net tem que ser ponderada, assim como também temos que abrir os olhos para o que recebemos dos meios de comunicação. Toda informação é cercada de algum tipo de interesse e o filtro que devemos ter é algo inerente à leitura.
A possibilidade de termos a internet como mais um campo de publicidade na campanha política é muito interessante, mas podemos ir muito além. Creio que se inicia aí uma tentativa real de discussão entre sociedade e candidatos sobre propostas e acho que esse é o caminho. A web tem essa capacidade de interação é acredito muito na força dessa palavra na gradual melhora do cenário político.
Teremos a possibilidade de acompanhar, debater, criticar e interagir. A campanha de Barack Obama foi um exemplo claro dessa interação, que além do marketing político intríseco, também possibilitou um conhecimento profundo sobre o candidato e um debate de ideias que acabou por eleger o atual presidente americano.
O Brasil está entre os 60 países mais conectados à rede mundial de computadores. Acho que esse fato se consolida como um termômetro interessante no que se refere à possibilidade de termos uma campanha mais embasada em discussões e com a chance de mudarmos, mesmo que de forma gradual, a realidade política do país. Sou um otimista por natureza e um admirador incondicional da internet. Acho que esse é um dos caminhos que podem fortalecer a democracia e contribuir para que a palavra representante deixe de ter aspas.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Vivendo pela metade


Falar da violência urbana se tornou algo clichê na mídia. Parece que nós, enquanto público, nos acostumamos a ter no nosso cotidiano notícias sobre prisões, assassinatos, crimes hediondos e fazer de tudo isso mais um assunto para as rodas de conversas que temos entra amigos ou mesmo para iniciarmos uma conversa com um desconhecido no elevador ou em alguma fila, por exemplo.
Temos muitas vezes a impressão de que toda a desgraça mostrada pela imprensa é uma espécie de "ficcção" ou algo que jamais nos atingirá. Até que chega a hora e damos de cara com um assalto, um homicídio que envolve algum conhecido ou a descoberta de que tal pessoa cometeu algum crime. Esse tapa na cara que nos desperta pra realidade me ardeu e muito.
Nos últimos tempos,já passei algumas vezes, de forma indireta e indireta, por diversos tipos de situações relacionadas à violência urbana. Meu pai foi rendido por bandidos e teve seu carro roubado, presenciei um elemento tentando invadir a casa da minha namorada, tive alguns conhecidos assassinados por manterem alguma relação com o tráfico e fui agredido inocentemente em uma festa. Ontem minha irmã teve dificuldade de pegar um ônibus devido à onda de vandalismo e criminalidade que está tomando conta de Salvador. Tudo isso aconteceu só em 2009.
O que tem mexido muito com a minha cabeça é pensar no que estar por vir. Qual será a próxima tragédia? Quem morrerá? O que poderão roubar de mim?
"Viver com medo é viver pela metade", já dizia Fernando Pessoa. Sou apenas mais um brasileiro que se vê refém de um país entregue às baratas, onde a política, que deveria servir pra construir bases sólidas pra sociedade, como a educação e a geração de emprego, está repleta de pessoas que visam apenas o interesse pessoal e manter-se no poder significa passar por cima dos discursos de outrora. Acho que o bem comum passa longe dentro do jogo político atual.
Não quero e nem sei como podemos sanar o problema da violência, mas sei, como todos sabem, que a desigualdade social é um fator preponderante nesse contexto todo. É complicado ter que viver dominado pelo medo e saber que em qualquer lugar hoje estamos vulneráveis à criminalidade.
Todos nós, direta ou indiretamente, já sofremos algum tipo de violência. Hoje não adianta ser rico ou pobre. A violência urbana é o que temos de mais democrático no Brasil. Todos vivemos com a incerteza do dia seguinte, mas nunca deixamos de crer que dias,anos e séculos melhores possam chegar. Será que sonhar com um país assim é utopia? Espero que não.

quinta-feira, agosto 27, 2009

A TORRE DA MÚSICA


Acho que chegou a hora de relaxar um pouco. Pensei bastante sobre o que escrever (estou ficando muito preocupado com meu público...rsrs) e decidi deixar um ponto de vista meu sobre o preconceito. Provavelmente vocês devem estar achando que lá vem mais um daquele textos sobre questões étnicas e sociais, mas não é isso.
A narrativa bíblica sobre a Torre de Babel, erguida com o objetivo de chegar ao céu, mostra um contexto de diferença de línguas e culturas, existente na fértil região entre os rios Tigre e Eufrates. Assim também o o Brasil, plural, mas cercado de visões unilaterais.
Gostaria de falar sobre o preconceito que há sobre a preferência musical. Sinto que muitas pessoas ditas intelectuais -os verdadeiros nunca assumem que são- têm o hábito de discriminar o gosto de outros indivíduos, acreditando que certos artistas não prestam ou mesmo alguns eleitos como de vanguarda traduzem a essência da arte e o resto que se dane.
Acredito que não é bem assim. O Brasil é um verdadeiro balaio de cultura e as diversas expressões dessa identidade plural, feitas através da música, merecem ser respeitadas. Não quero dizer que não devemos ser seletivos. Não é isso. Acho somente que, nos diversos ritmos e vertentes musicais existentes, há coisas a serem valorizadas. Julgar-se melhor do que o outro por gostar de um artista enquanto o outro o detesta é um preconceito cultural que me assusta.
Ouvir de Chopin à Psirico não é uma obrigação, no entanto, desmerecer quem porventura não gosta de um artista ou de outro é sim uma atitude que eu desprezo. A música revela o que somos por dentro e essa individualidade se reflete nas escolhas que fazemos.
A Torre de Babel musical que é o Brasil nos faz pensar o quanto a diferença ainda é um obstáculo a ser superado e como essa barreira ainda nos impede nos unirmos e sermos cidadãos melhores. Há que se respeitar os operários da música brasileira e valorizar quem prima pela qualidade. Um dia chegaremos ao céu. Até mais!

quinta-feira, agosto 20, 2009

EU JÁ SABIA!!!!!


É por essas e outras que as pessoas cada vez mais se tornam céticas com relação à política. Mais um capítulo vergonhoso da história da democracia brasileira foi encerrada ontem. Depois da forte pressão feita pela mídia e da imensa repercussão que o caso teve diante da opinião pública, mais uma vez os nossos "representantes" mostraram estar pouco se importando com a honestidade e a ética no cotidiano legislativo.
Foi o próprio Conselho de Ética do Senado (não sei a razão de ter esse nome) que decidiu arquivar as representações contra a divindade José Sarney. Apesar da centena de atos secretos e provas contra esse dinossauro da política do Brasil, mais uma vez a articulação política, principalmente entre PMDB e PT, mostrou de forma clara o quanto a sociedade virou refém da corrupção.
Tenho pensado muito nas eleições do ano que vem. Acho que seria a hora de mostramos com o voto que o poder ainda está nas nossas mãos e diante disso mudar as caras, que estão lá para nos representar, mas que se aproveitam da situação para fazer o que querem.
Tenho tanta coisa pra dizer, mas acho que vou ficar por aqui mesmo. A crise política por si só já diz tudo. Até o próximo capítulo da novela mexicana vivida em Brasília!